Dando uma olhada pelos meus posts no servidor encontrei esse rascunho datado de 20/09/2009. Não sei ao certo o porquê de não postar na época, mas relendo aqui senti a vontade de fazer isso. Enfim, não está relacionado a filmes em si, mas tem aplicação pra diversas áreas do desenvolvimento humano. Espero que gostem.
Pra os fãs de sistemas complexos o corpo humano é um perfeito material de estudo. O fato é que o seu organismo está, lentamente, te levando para a morte. Com o avanço da idade as suas células ósseas responsáveis pela degradação do osso aumentam em número enquanto as responsáveis pela síntese do material constituinte do mesmo diminuem . O seu timo, responsável pela maturação dos famosos linfócitos T, diminui de tamanho e junto com ele lá se vai a produtividade imunológica. E lá se vai sua mobilidade, a funcionalidade de certos orgão vitais, orgãos do sentido e o escambau. A questão aqui é, que com toda essa destruição e certeza de degradação, ainda não foi inventada nenhuma máquina capaz de superar a genialidade do corpo humano. Foi nisso que eu pensei ao término de uma batalha épica, com uma duração de dois dias, que eu travei com a maquiavélica invenção de Bill Gates: o Windows XP.
Lá estava o vírus. Eu sabia o nome dele, sabia quem era, as notificações de alerta o nomeavam, mas incrivelmente não conseguia exclui-lo. Mas isso não era o suficiente. Posso dissertar sobre a eficiência de milhares de antivírus e antispywares existentes no mercado. Entrei em fóruns em que o idioma mais parecia com runas antigas. Enfim, o resultado saiu, defeito corrigido e, no mais íntimo do meu ser, soltei um sonoro PQP. O fim havia chegado. Na noite deste mesmo dia assisti alguns trechos de um filme que de tão ruim parecia ser escrito por um macaco, usando um tapa-olho, fumando um charuto e com um sotaque lituano. E aí foi que eu percebi, que o ser humano pode também ser mais burro do que um simples abaco ou uma maquininha de calcular comprada em uma feira qualquer. É uma questão de escolha.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Rascunhos [3]
Postado por
Rafa Cruz
às
17:35
Salve, salve, habitantes dessa nave terra devastada pelos mais diversos fenômenos naturais! Assistindo o noticiário eu vejo que aquelas paisagens devastadas abordadas em filmes com futuros pós-apocalipticos perdem feio pra o que sofremos atualmente. Depois dessa breve análise sobre como a Terra tá se acabando e neguinho tá pouco se lixando ninguém parece se importar de verdade, vamos aos sketches mais esporádicos do mundo!(conversinha ecologicamente correta nem funciona muito comigo, mas estava sem assunto pra começar). Não é todo filme que se converte em um post unicamente pra ele, porém isso não significa que ele seja ruim ou coisa do tipo, apenas não tive inspiração pra fazer com que minha opinião se prolongasse por mais de um parágrafo. Então vamos lá, pois esta lista está repleta de coisas boas!
500 dias com Ela ( 2009-Romance/Drama)
É interessantemente equivocado e, ao mesmo tempo correto, classificar esta como uma produção romântica. Na verdade, inicialmente, o filme nos adverte quanto a esta classificação dizendo que não se trata de um romance. Bem, o que vemos de fato é uma trama sobre um relacionamento, pra ser mais exato, o fim de um.E não pense que estou contando o fim do filme, na verdade esse é o começo! Na história vemos como Tom (Joseph Gordon-Levitt) conhece Summer ( Zooey Deschanel), o que justifica o título original do filme ( 500 days of Summer). E é isso mesmo que temos, 500 dias que mostram desde a ascensão até o declínio e momentos posteriores deste relacionamento. Sinceramente, achei que foi super valorizado pela crítica. Dizer que é ruim seria ridículo, mas não acho que justificou todo o #mimimi que fizeram sobre ele. É uma produção boa, mas ao menos eu não considero como algo memorável. Contudo, tenho que destacar uma cena que realmente chamou minha atenção. Vemos a tela dividida entre REALIDADE e EXPECTATIVA de um personagem em relação a uma determinada situação. Achei aquilo sensacional, mas é só.
Click ( 2006 - Comédia/Drama)
Muitas pessoas odeiam o Adam Sandler. Eu, particularmente, não tenho nada contra.Assim como tantos outros atores ele carrega bons filmes e também alguns detestáveis ( não consegui passar de 20 minutos em Funny People). Mas tenho que admitir que gostei bastante de Click. Sandler é Michael Newman, um arquiteto viciado em trabalho que após um estranho encontro é presenteado com um controle remoto capaz de revolucionar a sua vida. Há quem diga que o drama é clichê, porém o filme conseguiu passar claramente a mensagem que queria, ao menos pra mim. Então não tenho vergonha de dizer que sempre que a produção é reprisada na TV eu tento assistir.Falo mesmo!
- 500 Dias Com Ela
- Click
- Encontros e Desencontros
- Sempre ao Seu Lado
- Substitutos
500 dias com Ela ( 2009-Romance/Drama)
É interessantemente equivocado e, ao mesmo tempo correto, classificar esta como uma produção romântica. Na verdade, inicialmente, o filme nos adverte quanto a esta classificação dizendo que não se trata de um romance. Bem, o que vemos de fato é uma trama sobre um relacionamento, pra ser mais exato, o fim de um.E não pense que estou contando o fim do filme, na verdade esse é o começo! Na história vemos como Tom (Joseph Gordon-Levitt) conhece Summer ( Zooey Deschanel), o que justifica o título original do filme ( 500 days of Summer). E é isso mesmo que temos, 500 dias que mostram desde a ascensão até o declínio e momentos posteriores deste relacionamento. Sinceramente, achei que foi super valorizado pela crítica. Dizer que é ruim seria ridículo, mas não acho que justificou todo o #mimimi que fizeram sobre ele. É uma produção boa, mas ao menos eu não considero como algo memorável. Contudo, tenho que destacar uma cena que realmente chamou minha atenção. Vemos a tela dividida entre REALIDADE e EXPECTATIVA de um personagem em relação a uma determinada situação. Achei aquilo sensacional, mas é só.
Click ( 2006 - Comédia/Drama)
Muitas pessoas odeiam o Adam Sandler. Eu, particularmente, não tenho nada contra.Assim como tantos outros atores ele carrega bons filmes e também alguns detestáveis ( não consegui passar de 20 minutos em Funny People). Mas tenho que admitir que gostei bastante de Click. Sandler é Michael Newman, um arquiteto viciado em trabalho que após um estranho encontro é presenteado com um controle remoto capaz de revolucionar a sua vida. Há quem diga que o drama é clichê, porém o filme conseguiu passar claramente a mensagem que queria, ao menos pra mim. Então não tenho vergonha de dizer que sempre que a produção é reprisada na TV eu tento assistir.Falo mesmo!
terça-feira, 20 de abril de 2010
Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças
Postado por
Rafa Cruz
às
16:46
Ritual é um termo que pode ser definido como "conjunto de gestos, palavras e formalidades que integram certas cerimônias; cerimonial". Assistir um filme não deixa de ser uma um evento importante, portanto não é estranho que algumas pessoas possuam suas ações peculiares. Eu, por exemplo, sempre que vou ao cinema gosto de comprar um copo de Coca-Cola. Poderia ser outro refrigerante, mas sem nenhuma razão lógica, escolho a Coca (alguns podem dizer que é por possuir cafeína e tals, mas eu nem sou tão fã de Coca assim). É um rito.Sempre que escrevo sobre alguma produção gosto de ouvir uma música que toca nela enquanto escrevo, ao menos nos filmes bons. Mais um. Antes de assistir filmes em DVD eu sempre leio a sinopse e observo bem a capa. Não deixa de ser outro rito. Mas dessa vez foi diferente. Cá estava eu com os dvd's de Corra Lola, Corra e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças em mãos, mas não li as sinopses. O filme alemão, ao menos, eu já tinha uma noção após uma rápida pesquisa na internet, quanto ao outro eu só contava com a indicação do brother Erlo. E assim foi, lá fui eu sem a mínima noção do que encontraria. Incrivelmente não vou me prolongar muito, quero que quem assista vá na mesma sensação que eu: Mais perdido do que os personagens que irão ver. Mas adianto aqui que se trata de uma produção espetacular.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Corra Lola, Corra
Postado por
Rafa Cruz
às
17:18
Nunca um título de filme foi tão condizente com sua realidade do que este! Corra Lola, Corra surgiu como uma indicação do brother Márcio Melo para a minha interminável lista de filmes. Se trata de uma produção alemã de 1998 com uma construção muito bem elaborada. Este não é o único filme germânico que eu tenho que assistir. Outros títulos como A Onda(Die Welle) e Das Experiment (esse eu já vi há algum tempo) também figuram nas minhas pretensões. Corra Lola, Corra já começou ganhando pontos comigo desde sua sinopse.O filme aborda possibilidades, uma temática que chama muito minha atenção. Filmes como o nacional Amores Possíveis e o cultuado Efeito Borboleta (não estou comparando, tá!?) também brincam com o mesmo esquema, acho isso fascinante. Porém o filme alemão imprime um ritmo tão frenético que você não consegue desgrudar da tela. Mas vamos do começo e por partes, como dizia o velho britânico Jack.
O filme se inicia com duas citações.Acredite, você não vai compreende-las bem até que o filme termine.Logo depois se ouve uma dissertação acerca do ser humano e suas inquietantes questões.Até aqui tudo soa bem estranho, logo depois somos apresentados aos personagens da trama. A situação central de tudo se concentra em Manni (Moritz Bleibtreu) e Lola (Franka Potente), os dois são namorados. Manni é coletor de dinheiro pra um grupo de bandidos, porém após um atraso de Lola ele perde uma grande quantia de grana se encontrando em um beco sem saída. Sua única chance de sobrevivência é conseguir 100 000 marcos em 20 minutos.Sem muitas alternativas, Lola começa sua jornada de maratonista que nomeia o filme em busca de uma solução pra esse problema com prazo tão complicado.O filme se baseia em uma série de princípios como acaso, probabilidades e tempo.
O filme se inicia com duas citações.Acredite, você não vai compreende-las bem até que o filme termine.Logo depois se ouve uma dissertação acerca do ser humano e suas inquietantes questões.Até aqui tudo soa bem estranho, logo depois somos apresentados aos personagens da trama. A situação central de tudo se concentra em Manni (Moritz Bleibtreu) e Lola (Franka Potente), os dois são namorados. Manni é coletor de dinheiro pra um grupo de bandidos, porém após um atraso de Lola ele perde uma grande quantia de grana se encontrando em um beco sem saída. Sua única chance de sobrevivência é conseguir 100 000 marcos em 20 minutos.Sem muitas alternativas, Lola começa sua jornada de maratonista que nomeia o filme em busca de uma solução pra esse problema com prazo tão complicado.O filme se baseia em uma série de princípios como acaso, probabilidades e tempo.
sábado, 17 de abril de 2010
Don Juan DeMarco
Postado por
Rafa Cruz
às
19:26
A ideia de fazer uma lista com filmes realmente foi muito proveitosa! Baixei adquiri uma série de filmes e já tenho outros a disposição. Hoje estava com Suspeito Zero, A Onda, Substitutos e Don Juan DeMarco. Não sei explicar o porquê, mas eu e meu irmão decidimos optar pelo filme do famoso conquistador. Ótima escolha!
As únicas informações que eu tinha a respeito da trama eram que o Johnny Deep estava no elenco e a outra era que, certamente, eu ouviria Have You Ever Really Loved a Woman do Bryan Adams. Lembro de ter visto uma cena ou outra há muito tempo, mas não lembrava de detalhes.O filme é de 1995, naquela época o Deep já era conhecido pelas suas atuações no clássico Edward Mãos de Tesoura(1990) e Ed Wood (1994), ambos feitos em parceria com o lunático Tim Burton. Ao procurar ler um pouco sobre o filme vi que ele tinha no elenco outro nome bem conhecido: Marlon Brando. E foi assim, sem muitos detalhes que comecei a ver no que tudo aquilo se transformaria. Resultado: Uma grata surpresa.
As únicas informações que eu tinha a respeito da trama eram que o Johnny Deep estava no elenco e a outra era que, certamente, eu ouviria Have You Ever Really Loved a Woman do Bryan Adams. Lembro de ter visto uma cena ou outra há muito tempo, mas não lembrava de detalhes.O filme é de 1995, naquela época o Deep já era conhecido pelas suas atuações no clássico Edward Mãos de Tesoura(1990) e Ed Wood (1994), ambos feitos em parceria com o lunático Tim Burton. Ao procurar ler um pouco sobre o filme vi que ele tinha no elenco outro nome bem conhecido: Marlon Brando. E foi assim, sem muitos detalhes que comecei a ver no que tudo aquilo se transformaria. Resultado: Uma grata surpresa.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Tempos Otakus [2]
Postado por
Rafa Cruz
às
07:35
E em tempo recorde, sabe-se lá como, aqui estou eu com a parte dois desta que é a série mais amada pelos otakus (algum otaku lê isso?haha) aqui no blog. E pra entrar no clima da parada estou até ouvindo a trilha sonora de Mononoke Hime, especificamente "The Tale of Ashitaka Ending". Sem mais delongas, vamos ao top5 (sempre tem que ser 5 ou 10, nem sei o porquê) dos melhores personagens secundários nos animes. Sabe aquele personagem que aparece com uma boa frequência, ou até mesmo de forma esporádica, mas que te diverte bastante, mesmo que sua existência não influencie tanto a trama? Pois bem, é dessas criaturas lendárias que eu falarei agora! Não espere citações de Dragon Ball, Pokemon, ou qualquer outra dessas sagas infinitas. Prefiro os animes mais curtos, gosto da sensação de saber que conseguirei chegar ao fim e não vou encarar milhões de episódios fillers (o popular, enrolation) pra conseguir voltar pra história no episódio 500!
Ohaaaaaaayo Gozaimasu! Nossa, como eu ri com esse indivíduo esquisito! Diretor da escola de artesãos Shibusen (não são artesãos no sentido convencional da palavra, mas outra hora explico isso), o Shinigami-sama, como é respeitosamente tratado, é um grande figurão excêntrico. Com seu jeito peculiar de falar (dublagem muito hilária) e os seus famosos tapas, ele rouba a cena sempre que aparece. Até porque eu nunca vi muito carisma na protagonista principal (Maka Albarn) e sempre preferi os outros personagens como Black Star e Death the Kid. É difícil destacar um momento mais marcante do Shinigami, mas se eu tivesse que escolher seria um episódio que conta com um diálogo muito, mas MUITO engraçado dele com Spirit sobre um certo tipo de calcinha, chamadas Calcinhas Kabocha.
Ryuuku ( Death Note)
Olha outro shinigami aqui! Ryukku é o fiel companheiro de Raito e até sente um certa afeição por ele. Seus olhos saltitantes, sua vestimenta preta parecendo um corvo drogado transparecem uma grande sombriedade, mas Ryukku gosta mesmo é da zueira! (haha) O seu vício por maças proporciona ótimas cenas, como a da abstinência e mesmo atuando mais como espectador da trama do que, propriamente dito, como um autor dos fatos, seus feitos são de grande importância para o enredo e seu papel é extremamente interessante ao longo do tempo.
OS PERSONAGENS SECUNDÁRIOS QUE ROUBAM A CENA
Shinigami (Soul Eater)Ohaaaaaaayo Gozaimasu! Nossa, como eu ri com esse indivíduo esquisito! Diretor da escola de artesãos Shibusen (não são artesãos no sentido convencional da palavra, mas outra hora explico isso), o Shinigami-sama, como é respeitosamente tratado, é um grande figurão excêntrico. Com seu jeito peculiar de falar (dublagem muito hilária) e os seus famosos tapas, ele rouba a cena sempre que aparece. Até porque eu nunca vi muito carisma na protagonista principal (Maka Albarn) e sempre preferi os outros personagens como Black Star e Death the Kid. É difícil destacar um momento mais marcante do Shinigami, mas se eu tivesse que escolher seria um episódio que conta com um diálogo muito, mas MUITO engraçado dele com Spirit sobre um certo tipo de calcinha, chamadas Calcinhas Kabocha.
Ryuuku ( Death Note)
Olha outro shinigami aqui! Ryukku é o fiel companheiro de Raito e até sente um certa afeição por ele. Seus olhos saltitantes, sua vestimenta preta
domingo, 11 de abril de 2010
Tempos otakus - parte [1]
Postado por
Rafa Cruz
às
16:21
Otaku é uma definição que pode soar meio pejorativa, nunca fui fã dessa nomenclatura, mas creio que ela até caia bem nessa série que inicio aqui.Esse ano estava com plano pra algumas séries temáticas, talvez essa seja a chance do pontapé inicial. Como fica explícito no título, esse post faz parte de uma sequência que consistirá em 3 textos: O primeiro, sobre os maiores embates dos animes.O segundo, sobre os personagens secundários que roubavam a cena. O terceiro, sobre as músicas mais marcantes. Pessoas que curtem a animação japonesa e os mangás podem ser definidas como otakus, mas o termo tem uma simbologia muito maior, sendo aplicada com mais ênfase para os fanáticos pelo assunto, o que não é meu caso (já que larguei essa vida e nunca mais vi alguma produção"made in nipon"). Por isso me definia mais como um "admirador da animação japonesa", fica mais cool =D
Mas vamos ao objetivo dessa primeira parte:
Spike e Vicious (Cowboy Bebop)
Na primeira vez que Spike aparece em cena, ao som de uma das mais belas canções que já soaram em um anime (Memory), o telespectador já se afeiçoa de cara a ele. Cabelo desgrenhado, um andar deslocado e uma mira altamente precisa. Aí depois somos apresentados a Vicious, um sujeito misterioso, com cabelos acinzentados e longos e que sempre está acompanhado de seu urubu sua ave de estimação ( esse bicho teve um papel crucial no fim da trama!). Spike e Vicious eram parceiros em um sindicato (mas não um tipo a CUT), até que a relação dos dois começou a ficar tensa. E por qual motivos dois homens brigam? Uns podem dizer futebol, política e religião, mas nada predomina tanto quanto a mulher amada! E aí a trama se desenrola, entre alguns encontros explosivos e alguns episódios afastados.Destaque pra o episódio 5 (Ballad of Fallen Angels).
Mas vamos ao objetivo dessa primeira parte:
OS GRANDES EMBATES DA ANIMAÇÃO JAPONESA
Spike e Vicious (Cowboy Bebop)
Na primeira vez que Spike aparece em cena, ao som de uma das mais belas canções que já soaram em um anime (Memory), o telespectador já se afeiçoa de cara a ele. Cabelo desgrenhado, um andar deslocado e uma mira altamente precisa. Aí depois somos apresentados a Vicious, um sujeito misterioso, com cabelos acinzentados e longos e que sempre está acompanhado de
domingo, 4 de abril de 2010
Apenas o Fim
Postado por
Rafa Cruz
às
13:56
Certas produções são muito valorizadas. Algumas até mais do que merecem. Bem, havia lido em alguns sites especializados sobre uma certa produção nacional, feita por um estudante de cinema da PUC e com um orçamento bem modesto. Não me interessei em ler o texto na íntegra. Não vi trailer, imagens, nada, logo não posso dizer que minha opinião foi influenciada por alguma ideia externa.Ultimamente meu tempo estava tão escasso que assistir a um simples filme se tornou uma atividade surpreendente. Mas as provas foram passando, ao menos as mais complexas, e consegui encontrar um espaço pra ver alguma coisa.
Sinceramente não sei o porquê de lembrar daquele filme, aquele lá, cujo post nem me interessou tanto, mas foi ele que eu escolhi.Após os 80 minutos de duração eu não conseguia expressar quão enorme era o grau de satisfação que eu sentia. Sério, minha euforia não poderia ser descrita, muito menos sentida por outra pessoa. Fui tomado por um turbilhão de sensações, o qual eu não conseguia expressar tão fielmente aos meus amigos no msn. Só sei que sai freneticamente indicando APENAS O FIM pra uma série de pessoas, mas com um gás tão grande que algumas provavelmente não entenderam bem. Se esse texto fosse escrito ontem a noite provavelmente viria embargado de uma série de descritivos inéditos. APENAS O FIM não é APENAS um filme. É o retrato de uma geração. Aquela geração que hoje conta com marmanjos e moças entre 18 -30 anos.Aquela geração na qual eu me incluo.
O filme é basicamente um grande diálogo intercalado por alguns flashbacks. Na trama, a protagonista vivida pela excelente Érika Mader, por uma série de motivos que não cabe citar aqui, decide ir embora.Mas antes ela procura seu namorado, protagonizado pelo talentoso e cômico Gregório Duviver, o avisa da sua decisão e o chama pra uma conversa que deve durar cerca de uma hora.E é assim que tem início um grande passeio pela década de 90, anos 2000 e a cultura pop que tanto nos influenciou. Além claro, de ser uma grande produção sobre relacionamentos e como nos comportamos diante dos desafios da atualidade.Se eu tivesse a oportunidade, com certeza, agradeceria bastante a Matheus Sousa, o jovem diretor e roteirista desta que é, na minha opinião, o melhor filme nacional que já vi. Mas por quê? Ele não precisa se apoiar naquele, já gasto, tripé do cinema nacional, que consiste em SEXO-VIOLÊNCIA-POBREZA.
Não, se você está em busca de peitinhos e tiros na cara, pode esquecer.O que o Matheus faz de tão genial é projetar em seus personagens um pouco de cada um de nós. Sim, dificilmente você não se identificará com alguns aspectos deles. Suas aspirações, seus sonhos, projeções de futuro. Nos deparamos com um retrato da pessoa que sempre busca algo, mesmo que esta não saiba do que se trata, e por isso vive com algumas lacunas em sua vida.Pra alguns o mundo é, simplesmente, pequeno demais. Não vemos jovens se divertindo em bailes estudantis e comendo waffles no café. Não, essa não é nossa realidade. O que constatamos são pessoas que conversam sobre boybands, orkut, pokemons e Power Rangers favoritos.Simplesmente uma sessão nostalgia, uma viagem através da vida de cada um de nós. O filme é muito inteligente, mas não é aquela produção em que você não entende nada com nada. É altamente fácil de compreender, além de ser recheado de bom humor e diálogos fascinantes. Na moral, um filme que basicamente se resume a uma grande conversa precisa de um ótimo roteiro. E é isso que encontramos.Nem por um segundo a história perdeu sua naturalidade e fluidez.Nem preciso dizer que APENAS O FIM arrebatou uma série de prêmios e nota máxima nos mais conhecidos redutos pops sobre cinema da internet brasileira (Judão e Omelete). Contamos com algumas participações de pessoas conhecidas, como Natália Dill (a santinha *_*) e Marcelo Adnet.Ah, e os habitantes de uma certa cidade no sul da Bahia se surpreenderão com uma determinada citação (haha, não vou falar mais pra não estragar a surpresa).
A trilha sonora casa perfeitamente com o que foi proposto, nos proporcionando uma sonoridade bem agradável. Me prolongar aqui seria inútil, basta a constatação de que APENAS O FIM foi o melhor filme que conferi esse ano. Talvez pessoas que não tenham tanto interesse na cultura pop ou que não tenham vivido esta mesma geração não sintam a tamanha gratidão que aqueles que participaram ao assistir irão sentir. Ainda assim fica como um ótimo filme pra todas as pessoas que apreciem diálogos rápidos e inteligentes. Obrigado Matheus, seu trabalho foi o gol de honra de toda uma população.Espero que seus próximos trabalhos sejam igualmente sensacionais.
PS1: O filme foi orçado em, aproximadamente 8 mil reais e a grana foi obtida através de uma rifa de uma garrafa de uísque. E pensar que isso não paga nem um carro que explode numa cena de 2 s em qualquer filme de ação por aí.Vida longa aos ótimos roteiros.
PS2: Existe uma cena após os créditos!
PS3: Preciso de um pra jogar God of War 3 =D (sacou? PS3, Playstation 3? Tá, foi péssima!)
PS4: Érika Mader é sobrinha de Mallu Mader. Sabe o que isso significa? Nada.
PS5: São filmes como esse que me dão vontade de continuar com esse blog.
Sinceramente não sei o porquê de lembrar daquele filme, aquele lá, cujo post nem me interessou tanto, mas foi ele que eu escolhi.Após os 80 minutos de duração eu não conseguia expressar quão enorme era o grau de satisfação que eu sentia. Sério, minha euforia não poderia ser descrita, muito menos sentida por outra pessoa. Fui tomado por um turbilhão de sensações, o qual eu não conseguia expressar tão fielmente aos meus amigos no msn. Só sei que sai freneticamente indicando APENAS O FIM pra uma série de pessoas, mas com um gás tão grande que algumas provavelmente não entenderam bem. Se esse texto fosse escrito ontem a noite provavelmente viria embargado de uma série de descritivos inéditos. APENAS O FIM não é APENAS um filme. É o retrato de uma geração. Aquela geração que hoje conta com marmanjos e moças entre 18 -30 anos.Aquela geração na qual eu me incluo.
O filme é basicamente um grande diálogo intercalado por alguns flashbacks. Na trama, a protagonista vivida pela excelente Érika Mader, por uma série de motivos que não cabe citar aqui, decide ir embora.Mas antes ela procura seu namorado, protagonizado pelo talentoso e cômico Gregório Duviver, o avisa da sua decisão e o chama pra uma conversa que deve durar cerca de uma hora.E é assim que tem início um grande passeio pela década de 90, anos 2000 e a cultura pop que tanto nos influenciou. Além claro, de ser uma grande produção sobre relacionamentos e como nos comportamos diante dos desafios da atualidade.Se eu tivesse a oportunidade, com certeza, agradeceria bastante a Matheus Sousa, o jovem diretor e roteirista desta que é, na minha opinião, o melhor filme nacional que já vi. Mas por quê? Ele não precisa se apoiar naquele, já gasto, tripé do cinema nacional, que consiste em SEXO-VIOLÊNCIA-POBREZA.
Não, se você está em busca de peitinhos e tiros na cara, pode esquecer.O que o Matheus faz de tão genial é projetar em seus personagens um pouco de cada um de nós. Sim, dificilmente você não se identificará com alguns aspectos deles. Suas aspirações, seus sonhos, projeções de futuro. Nos deparamos com um retrato da pessoa que sempre busca algo, mesmo que esta não saiba do que se trata, e por isso vive com algumas lacunas em sua vida.Pra alguns o mundo é, simplesmente, pequeno demais. Não vemos jovens se divertindo em bailes estudantis e comendo waffles no café. Não, essa não é nossa realidade. O que constatamos são pessoas que conversam sobre boybands, orkut, pokemons e Power Rangers favoritos.Simplesmente uma sessão nostalgia, uma viagem através da vida de cada um de nós. O filme é muito inteligente, mas não é aquela produção em que você não entende nada com nada. É altamente fácil de compreender, além de ser recheado de bom humor e diálogos fascinantes. Na moral, um filme que basicamente se resume a uma grande conversa precisa de um ótimo roteiro. E é isso que encontramos.Nem por um segundo a história perdeu sua naturalidade e fluidez.Nem preciso dizer que APENAS O FIM arrebatou uma série de prêmios e nota máxima nos mais conhecidos redutos pops sobre cinema da internet brasileira (Judão e Omelete). Contamos com algumas participações de pessoas conhecidas, como Natália Dill (a santinha *_*) e Marcelo Adnet.Ah, e os habitantes de uma certa cidade no sul da Bahia se surpreenderão com uma determinada citação (haha, não vou falar mais pra não estragar a surpresa).
A trilha sonora casa perfeitamente com o que foi proposto, nos proporcionando uma sonoridade bem agradável. Me prolongar aqui seria inútil, basta a constatação de que APENAS O FIM foi o melhor filme que conferi esse ano. Talvez pessoas que não tenham tanto interesse na cultura pop ou que não tenham vivido esta mesma geração não sintam a tamanha gratidão que aqueles que participaram ao assistir irão sentir. Ainda assim fica como um ótimo filme pra todas as pessoas que apreciem diálogos rápidos e inteligentes. Obrigado Matheus, seu trabalho foi o gol de honra de toda uma população.Espero que seus próximos trabalhos sejam igualmente sensacionais.
PS1: O filme foi orçado em, aproximadamente 8 mil reais e a grana foi obtida através de uma rifa de uma garrafa de uísque. E pensar que isso não paga nem um carro que explode numa cena de 2 s em qualquer filme de ação por aí.Vida longa aos ótimos roteiros.
PS2: Existe uma cena após os créditos!
PS3: Preciso de um pra jogar God of War 3 =D (sacou? PS3, Playstation 3? Tá, foi péssima!)
PS4: Érika Mader é sobrinha de Mallu Mader. Sabe o que isso significa? Nada.
PS5: São filmes como esse que me dão vontade de continuar com esse blog.
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