domingo, 26 de setembro de 2010

Ilha do Medo

Gênero: Suspense
Direção: Martin Scorsese
Ano: 2010


O ano é 1954.Imagine que você é um agente federal enviado para uma espécie de manicônio repleto de presos altamente perigosos para uma investigação. Já seria problemático por si só, porém para melhorar a situação as instalações se encontram em uma ilha, você se vê no meio de uma forte tempestade, perde a comunicação com o meio exterior e começa a sofrer com fortes dores de cabeça e alucinações que remetem a um passado conturbado.O momento já é altamente favorável e a cereja do topo do bolo é que você está desarmado.As coisas apenas se complicam e então se compreende que nada é tão ruim que não possa se tornar péssimo.

É com essa premissa que somos submersos no universo de Ilha do Medo, o mais novo trabalho do conceituado diretor Martin Scorsese, protagonizado por Leonardo DiCaprio e um elenco de peso que inclue nomes como Ben Kingsley e Mark Ruffalo. Eu iria conferir o título no cinema, mas acabei perdendo o prazo, como de praxe em minha vida.E pra variar, perdi a chance de apreciar uma obra incrível que muitos consideravam como a melhor do ano (isso antes de A Origem estourar os miolos de todos!).
É tenso, intenso!Uma trama altamente conspiratória com atuações espetaculares, reviravoltas surpreendentes e uma fotografia que não tem comentário que descreva a imensa qualidade. As cenas que retratam os sonhos são de uma beleza ímpar e a trilha sonora é responsável por garantir um  frenesi te mantendo preso na poltrona. Sem dúvidas, uma ótima opção de diversão pra reunir os amigos e conferir junto com pipoca e refri.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Lunar

Gênero: Ficção Científica
Direção:Duncan Jones
Ano: 2009

Particularmente, considero o gênero sci-fi uma das escolhas mais difíceis para se produzir um bom filme. O risco do autor se deixar levar por suas ideias surreiais e conceitos mirabolantes sem fundamento ou simplesmente a busca por um caça-níquel sem qualidade e com um roteiro vago (tá ouvindo isso Fantasmas de Marte? Surrogates?) acabar em uma grande perca de tempo é muito grande. Claro que temos bons exemplos em produções do tipo, como Gattaca ou o próprio Minority Report, que nos apresentam uma visão de futuro bem estrutuada e a criação de um mundo totalmente diferente. Neste contexto, Lunar ( Moon, no original) se mostra como uma verdadeira pérola rara em meio a tanta desilusão.
O meu interesse pela produção surgiu após o texto do PorraMan! sobre o filme. Realmente gostei do que li, mas fiquei muito receoso pela história se concentrar basicamente na atuação de um único e solitário protagonista. Recentemente, buscando boas opções de entretenimento, me lembrei de Lunar e resolvi conferir e tirar minhas próprias conclusões.Resultado: um filme que merece ser visto e apreciado, sem sombra de dúvidas.

Tudo se passa em um futuro distante, em que os meios poluentes de obtenção de energia fazem parte de um passado deixado para trás. Grande parte da energia atual é derivada do Sol na forma de Helium3 (He3) e coletada por máquinas da corporação Lunar © dispostas na lua, que acumulam essa energia e encaminham para a Terra através de cápsulas.A única forma de vida no local é Sam Bell (Sam Rockwell), um astronauta responsável pela manutenção da estação Lunar que se encontra perto do fim de seus contrato de 3 anos de trabalho e deve retornar à Terra em poucas semanas.Tanto tempo de solidão, tendo como única companhia o robô Gerty (dublado por Kevin Spacey) afetou o comportamento de Sam, fazendo-o duvidar de sua própria sanidade. Após um estranho acidente a situação toma um rumo totalmente novo e inesperado e que irá mudar definitivamente a vida do astronauta.

Esqueçam os sabres de luz e os droides de batalha, isso aqui não é Star Wars e passa longe de ser um filme de ação. É uma produção que busca um apelo notoriamente reflexivo e uma trama altamente intrigante. Lembra que eu duvidava de como um filme com, basicamente, um personagem pode ser atrativo? Esqueçam isso, o Sam Rockwell mostra uma competência absurda, muito convincente, mostrando que ele não entrou por acaso no elenco de Homem de Ferro 2. O robô Gerty também se mostra bem cativante.É uma história sobre começos e fins,creio que isso consegue sintetizar de modo preciso o que se vê. O grande mistério, por assim dizer, não é difícil de se decifrar, acredite, provavelmente na metade do filme você já o compreende bem, porém não é isso que faz o espectador prestar mais ou menos atenção. Cria-se uma necessidade de descobrir onde tudo aquilo vai culminar e a incerteza de um futuro desconhecido.Com uma competente trilha sonora, uma atuação espetacular e um roteiro envolvente, Lunar se mostra como uma ótima opção de entretenimento. Não entendo como não foi feita uma estratégia de divulgação mais eficiente para um filme desta categoria e com um orçamento tão enxuto.Assista consciente de que você não verá batalhas galáticas e mestres jedis, e então aprecie essa obra singular de um gênero tão interessante.