sábado, 25 de dezembro de 2010

Cães de Aluguel

Gênero: Crime/Policial
Direção:Quentin Tarantino
Ano: 1992



Seria mais do que natural eu encerrar o ano com algo relacionado ao natal/ano novo, talvez uma lista de filmes, ou apenas uma única obra. Entretanto muitas são as listas deste gênero existentes em vários blogs, com algumas concordei, embora tenha encontrado algumas injustiças em outras. Quanto ao filme temático, no começo do mês eu comentei acerca de uma produção chamada Feliz Natal, não tinha como ser mais específico agora!
Sem retrospectivas ou coisas da espécie, encerro o ano com um legítimo Tarantino, o qual eu deveria ter visto há um bom tempo.
Cães de Aluguel é um exemplo clássico deste diretor insano, porém genial. Não adianta, mesmo que eu não tenha visto os nomes nos créditos, acredito que sempre reconhecerei uma obra de Tarantino pelas suas clássicas assinaturas ao longo do filme.O que o torna tão especial? Espero responder essa pergunta ao longo deste texto.
O filme se inicia com um grupo de homens bem vestidos, conversando em uma lanchonete e aqui mesmo começamos a entender o diferencial do autor.Os diálogos não são meros pretextos para ações desenfreadas, são situações bem inteligentes.Chega a ser engraçado o modo como assuntos tão banais como músicas de Maddona ou gorjetas para garçonetes se tornam tão interessantes. É nisso, nas conversas coloquiais e simples que se pode notar um legítimo Tarantino, sem dúvida alguma.
Tomada de câmera característica dos filmes do diretor
 Logo fica claro que aqueles homens são bandidos reunidos para um trabalho importante, porém as coisas não saíram como o planejado e vemos flashbacks intercalados dos protagonistas, individualmente, mostrando como chegaram até aquele serviço e como algumas coisas transcorreram.
Conhecemos os personagens por codinomes, os quais eu não falarei aqui, pois alguns só ficam esclarecidos durante a segunda metade do filme.
A ordem das cenas te deixa intrigado para saber o que de fato ocorreu e em quê tudo irá culminar. É claro que se você é um apreciador das obras do diretor já deve esperar por situações tensas e incríveis.
Não é o meu filme favorito de Quentin. Embora não consiga escolher apenas um, meu gosto tende a aclamar mais a Pulp Fiction .Porém não tem como colocar apenas 4 estrelas aqui, pois mesmo não sendo o meu favorito, ainda é uma obra muito completa e uma nota inferior ao 5 o colocaria no patamar de outros filmes que falei anteriormente pelo blog (e esse é um dos motivos pelo qual eu resisti bravamente a atribuição de notas aqui!).
Recomendo!
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O Reviews do Rafa ( ou seja, EU, Rafa Cruz!) deseja a todos os leitores um 2011 repleto de ótimos filmes e muita felicidade. Até o próximo ano!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Joyeux Noël

Gênero: Guerra/Drama
Direção:Christian Carion
Ano: 2006



A temática natalina sempre foi de muita utilidade na produção de filmes. Em especial, no mês de dezembro, somos bombardeados com centenas de produções que tentam transmitir a empolgação do Natal, alguma lição de moral e ,geralmente, se encerram com todos ao redor de uma mesa farta desfrutando de uma saborosa ceia. Entre tantos filmes, geralmente associados ao gênero de comédia, tenho que destacar este ótimo drama de guerra chamado Joyeux Noël (Feliz Natal em francês), lançado em 2006. Fui atraído inicialmente por dois nomes no elenco: Diane Kruger, de Bastardos Inglórios e Daniel Brühl de Adeus Lenin!.
A trama se passa em 1914, na França,  início da Primeira Grande Guerra. As trincheiras separam soldados de três nacionalidades. Encontramos franceses, escoceses e alemães. Em meio ao caos e insanidade das batalhas, o Natal de 1914 serviu como elo de ligação de três classes tão distintas, que deixaram de lado suas diferenças e se uniram sob o espírito de fraternidade.
 Parece absurda a ideia de que inimigos confraternizem juntos, porém o maior absurdo é o fato das pessoas ceifarem vidas alheias em uma guerra de interesses plenamento políticos, enquanto os governantes apenas assistem de camarote o andamento da história. Absurdo é desenvolver um misto de ódio e desespero em meio aos campos de batalha de modo a levar pessoas normalmente pacíficas a se matarem mesmo que nunca tenham se visto antes. Parece que pouco tem se questionado acerca do valor de uma vida e chegamos ao ponto de considerar aceitável a morte pelos motivos mais banais. A história desses combatentes que deixaram de lado suas diferenças em prol de uma causa muito maior é uma verdadeira aula de humanidade.
Temos os conflitos pessoais de cada personagem, seja o oficial francês que não consegue contato com sua mulher ou o reverendo escocês que auxilia os soldados feridos.O fato de descobrir que o filme foi baseado em relatos reais é incrivelmente surpreendente, tudo parece muito utópico em meio ao desgate e a carnificina de uma guerra de proporções tão imensas.Joyeux Noël serve, sobretudo, pra nos lembrar que antes de sermos cidadãos franceses, escoceses, alemães ou brasileiros, todos somos seres humanos e isso é o que deve prevalecer em nossas relações.Se você está em busca de um filme de guerra focado nas batalhas, está claro que esta não deve ser sua opção. Entretanto, como um modo de apreciar o lado humano tão negligenciado nas produções de gênero, esta é uma boa oportunidade. Ótimo, recomendo.