sábado, 30 de julho de 2011

Rascunhos [10] {Edição Especial}

Chegamos na edição 10 dessa que é a única uma das poucas ideias de séries que eu consegui manter. Aguardem novidades em breve, isso tem tudo pra mudar por aqui.
As pessoas, de um modo geral, tem uma certa fixação quando algo chega na décima, centésima vez ou algum outro número terminado em 0, como se isso obrigasse a realização de algo especial. "Só se completa 50 anos uma vez na vida", dizem. Eu digo que da mesma forma ocorre com 51, 52 ou 53! Divaguei demais, né? Então vou atender ao clamor mundial e comentar sobre 10 FILMES! Não se acostumem com isso, será um fato isolado (já estou até arrependido disso).
Nessa edição temos:

  1. Esquadrão Classe A (2010)
  2. O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (2010)
  3. Megamente (2010)
  4. Contra o Tempo (2011)
  5. Sucker Punch - Mundo Surreal (2011)
  6. Camisa de Força (2005)
  7. A Lenda do Pianista do Mar (1998)
  8. Par Perfeito (2010)
  9. Pequena Miss Sunshine (2006)
  10. Paranóia (2007)


Esquadrão Classe A (2010)
Ação/Aventura


Se você quer ação desenfreada, mas com ótimas pitadas de humor, Esquadrão Classe A é a pedida certa. Com um elenco carismático, o filme nos leva a um grupo de militares com personalidades bem distintas, composto por Hannibal (Liam Neeson, de Desconhecido) B.A. Baracus (Quinto Jackson), Cara de Pau (Bradley Cooper, de Se Beber, Não Case) e Murdock (Sharlto Copley, do ótimo Distrito 9), que caem em uma cilada e vivem uma série de situações absurdas ( destaque pra cena do tanque de guerra) em busca de provas que inocentem o bando. Uma ótima indicação pra reunir a galera de noite, com aquele balde de pipoca e diversão garantida.

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2010)
Aventura/ Fantasia




Não dá pra desvincular esse filmes da imagem do Heath Ledger, afinal foi sua última, e incompleta, produção, visto que ele faleceu antes do fim das filmagens. Se você realmente escolher entrar na mente do Doutor Parnassus, é bom que esteja pronto pra uma viagem pelo surreal do modo que apenas o diretor Terry Gilliam é capaz de conduzir, algo bem semelhante ao que vi em As Aventuras do Barão de Munchausen (1988), também assinado pelo diretor. A história segue a luta do Doutor Parnassus e sua trupe itinerante de teatro. Há muitos anos o Doutor fez um acordo com o diabo, que lhe concedeu a imortalidade, porém a um alto preço:  a alma de Valentine (Lily Cole), sua filha, quando a moça completar 16 anos. O personagem interpretado pelo Ledger surge de modo misterioso na trama e pode ser a chave para a conclusão da história. Definitivamente não é um filme indicado para todos, mas se você for fã de fantasia na sua forma mais psicodélica, pode gostar. É legal também ver o modo como driblaram a ausência do Heath e conseguiram terminar tudo de modo digno. Destaque pra pequena participação do Johnny Deep, não consigo mais olhar pra ele e não enxergar o Capitão Sparrow!

Megamente (2010)
Animação/Ação





Se mostrando uma animação divertida e inteligente, Megamente conseguiu me fazer rever os conceitos com relação ao trabalhos da Dreamworks. Entretanto sou obrigado a deixar algo bem claro: divertido não é sinônimo de engraçado {ao menos na minha concepção}, e talvez essa tenha sido a principal falha dessa produção. Megamente é um vilão que conseguiu, finalmente, cumprir sua principal missão, que é derrotar o seu principal oponente, o herói Metro Man. Porém, depois de tal façanha, o vilanesco personagem se vê numa vida sem perspectiva e interesse, até que bola um plano para a formação de um novo herói, alguém que dê novamente sentido pra sua existência. Qualquer referência ao Superman NÃO é mera coincidência, desse modo a animação conseguiu construir um argumento interessante mesclando referências à cultura dos quadrinhos com uma trilha sonora composta por clássicos do rock, como Welcome to Jungle, do Gun's Roses. Mas é isso que já comentei anteriormente, como ação/aventura é ótimo, mas senti falta de dar algumas boas risadas enquanto assistia.

domingo, 24 de julho de 2011

Vigaristas


Gênero: Aventura/Drama
Direção: Rian Johnson
Ano: 2009


Totalizando 880 filmes na minha lista do Filmow, vejo o sonho de finalizar o ano somando mil títulos se tornar cada vez mais distante. Porém uma coisa que se aprende com o tempo é que qualidade tem um peso superior ao da quantidade. Por isso quando sou surpreendido com um bela e envolvente produção como Vigaristas meus lábios esboçam aquele sorriso bobo que uma história desse naipe produz ao seu término.

Acompanhamos os irmãos Stephen e Bloom (vividos respectivamente por Mark Ruffalo e Adrien Broody), dois vigaristas desde a infância, que passam a vida aplicando diversos golpes e ganhando fama no ramo. Entretanto Bloom enfrenta uma crise de identidade e resolve abandonar o trabalho atual. É quando Stephen lhe propõe um último serviço: aplicar um golpe em uma excêntrica e solitária milionária chamada Penelope (Rachel Weisz)
Penelope (Weisz) e Bloom ( Broody)

Os atores estão em ótima sintonia, apenas comprovando o porquê de eu ser fã da Rachel e do Mark; o Broody também não faz feio. A trama começa simples, mas vai entrando em um espiral de situações, algumas até cômicas, que te deixam curioso para entender realmente o que está acontecendo. Destaque também para a interpretação da japonesa Rinko Kikuchi no papel da calada parceira dos irmãos Bloom. As ações vão se desenrolando até atingirem um clímax culminando em uma finalização singela e bonita. Não poderia deixar também de destacar a ótima trilha sonora, com uma música final tão linda que me fez esperar até o último momento dos créditos enquanto ela tocava.

Vigaristas se mostra como uma inteligente e emocionante forma de entretenimento, daquelas que você encontra ao acaso na tv e se sente gratificado após o fim. Como diria o Stephen, "o melhor golpe é aquele em que todos conseguem o que querem".
Eu consegui.

domingo, 3 de julho de 2011

Pixar X Dreamworks


Um duelo de gigantes

  Eu sempre fui um fã das produções da Pixar, isso é inegável. A Pixar é uma fábrica de sonhos, um lugar onde as ideias ganham vida. E como um bom apreciador que se preze, uma das características mais primordiais dessa admiração é, sem dúvidas, comparar as produções deste estúdio com o seu maior rival, a Dreamworks, e perceber que essa última não consegue atingir a genialidade e excelência da primeira em nenhuma estância (isso é que é uma opinião imparcial! rs).

Alguém, afinal, teria argumentos sólidos pra questionar a superioridade em roteiros como os das aventuras vividas por uma turma de brinquedos (Toy Story), um ratinho que sonha em ser um chef gastronômico (Ratatouille), a sensibilidade de um pequeno robô em um mundo pós-apocaliptico (Wall-E) ou um senhor que decide amarrar centenas de balões em sua casa e viver uma promessa feita à esposa (Up)? E eu nem falei da qualidade técnica de animação e as trilhas sonoras maravilhosas, como a composta por Michael Giacchino pra saga do simpático vendedor de balões Carl Fredericksen.

Entretanto, tenho a obrigação de ser justo. Apesar de desastres como FormiguinhaZ e Os Sem-Floresta, sem falar do terceiro capítulo da franquia Shrek (ainda não conferi o último), a Dreamworks também foi responsável por muitas obras interessantes e divertidas. O que falar do emocionante O Príncipe do Egito (1998) ou então de O Caminho pra El Dourado (2000) e até Spirit - O Corcel Indomável (2002), que contou com ótimas músicas de Bryan Adams na trilha original, substituídas na versão nacional por Paulo Ricardo (fala sério!)? Trazendo mais pra atualidade encontramos o eletrizante Kung Fu Panda (2008), o surpreendentemente excelente Como Treinar O Seu Dragão (2010) e o inteligente e bem estruturado Megamente (2010). Enfim, mesmo com minhas ressalvas, tenho que admitir: A Dreamworks tá crescendo no meu conceito. A minha preocupação só aumenta quando vejo que a Pixar decidiu investir na sequência de uma das suas produções, senão A PRODUÇÃO, mais fraca até agora: Carros! Não dá pra entender a vantagem disso, além, é claro, da utilidade dos personagens pra confecção de brindes no McLanche Feliz. Só pode ser isso, sério!

É claro que o mercado das animações não se resume apenas nesses dois colossos do ramo. Os estúdios Ghibli (Princesa Mononoke; A Viagem de Chihiro) e o Blue Sky Studios (a franquia Era do Gelo) também fazem bonito na disputa desse competitivo mercado cinematográfico.
Todos esses fatos apenas consolidam a ideia de que as animações, há muito tempo, deixaram de ser apenas "desenho para crianças" e vem ganhando um espaço cativo no gosto do grande público, o que pode ser constatado pelas bilheterias enormes que estes filmes arrecadam ao redor do mundo, além do sucesso em sites de críticas especializadas e indicações a diversas categorias em prêmios importantes.

Isso tudo só faz com que minha mente sonhe com um dia em que uma produção do gênero fature a categoria de Melhor Filme no Oscar (o que poderia ter acontecido de modo justo com Toy Story 3) e não fique apenas restrito na categoria de Melhor Filme de Animação.  O jeito é acreditar.


Epa, vai pra alguma lugar?!

p.s. Acreditem ou não, todo esse texto surgiu com a ideia de uma simples introdução em um post no qual eu explicaria o porquê de ter curtido Megamente, mas a conversa já fluiu tanto que eu decidi deixar essa postagem como um debate à parte!