Um duelo de gigantes
Eu sempre fui um fã das produções da
Pixar, isso é inegável. A
Pixar é uma fábrica de sonhos, um lugar onde as ideias ganham vida. E como um bom apreciador que se preze, uma das características mais primordiais dessa admiração é, sem dúvidas, comparar as produções deste estúdio com o seu maior rival, a
Dreamworks, e perceber que essa última não consegue atingir a genialidade e excelência da primeira em nenhuma estância (
isso é que é uma opinião imparcial! rs).
Alguém, afinal, teria argumentos sólidos pra questionar a superioridade em roteiros como os das aventuras vividas por uma turma de brinquedos (
Toy Story), um ratinho que sonha em ser um chef gastronômico (
Ratatouille), a sensibilidade de um pequeno robô em um mundo pós-apocaliptico (
Wall-E) ou um senhor que decide amarrar centenas de balões em sua casa e viver uma promessa feita à esposa (
Up)? E eu nem falei da qualidade técnica de animação e as trilhas sonoras maravilhosas, como a composta por Michael Giacchino pra saga do simpático vendedor de balões Carl Fredericksen.
Entretanto, tenho a obrigação de ser justo. Apesar de desastres como
FormiguinhaZ e
Os Sem-Floresta, sem falar do terceiro capítulo da franquia
Shrek (ainda não conferi o último), a
Dreamworks também foi responsável por muitas obras interessantes e divertidas. O que falar do emocionante
O Príncipe do Egito (1998) ou então de
O Caminho pra El Dourado (2000) e até
Spirit - O Corcel Indomável (2002), que contou com ótimas músicas de Bryan Adams na trilha original, substituídas na versão nacional por Paulo Ricardo (
fala sério!)? Trazendo mais pra atualidade encontramos o eletrizante
Kung Fu Panda (2008), o surpreendentemente excelente
Como Treinar O Seu Dragão (2010) e o inteligente e bem estruturado
Megamente (2010). Enfim, mesmo com minhas ressalvas, tenho que admitir: A
Dreamworks tá crescendo no meu conceito. A minha preocupação só aumenta quando vejo que a
Pixar decidiu investir na sequência de uma das suas produções, senão A PRODUÇÃO, mais fraca até agora:
Carros! Não dá pra entender a vantagem disso, além, é claro, da utilidade dos personagens pra confecção de brindes no
McLanche Feliz. Só pode ser isso, sério!
É claro que o mercado das animações não se resume apenas nesses dois colossos do ramo. Os estúdios
Ghibli (
Princesa Mononoke; A Viagem de Chihiro) e o
Blue Sky Studios (a franquia
Era do Gelo) também fazem bonito na disputa desse competitivo mercado cinematográfico.
Todos esses fatos apenas consolidam a ideia de que as animações, há muito tempo, deixaram de ser apenas
"desenho para crianças" e vem ganhando um espaço cativo no gosto do grande público, o que pode ser constatado pelas bilheterias enormes que estes filmes arrecadam ao redor do mundo, além do sucesso em sites de críticas especializadas e indicações a diversas categorias em prêmios importantes.
Isso tudo só faz com que minha mente sonhe com um dia em que uma produção do gênero fature a categoria de
Melhor Filme no
Oscar (o que poderia ter acontecido de modo justo com
Toy Story 3) e não fique apenas restrito na categoria de
Melhor Filme de Animação. O jeito é acreditar.
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| Epa, vai pra alguma lugar?! |
p.s. Acreditem ou não, todo esse texto surgiu com a ideia de uma simples introdução em um post no qual eu explicaria o porquê de ter curtido Megamente, mas a conversa já fluiu tanto que eu decidi deixar essa postagem como um debate à parte!