quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Qual queijo você quer ?!



Calma galerë! Não é "Quem mexeu no meu queijo"?! É "Qual queijo você quer"?! Embora eu não tenha lido/assistido "Quem mexeu no meu queijo"?! Posso dizer que o Seu Afonso (personagem da trama da qual comento aqui) já errou muito em pedir o queijo, piorou mexer no queijo. Piadinhas idiotas a parte...

"Qual queijo você quer"?! É um curta-metragem de ficção de Cíntia Domit Bittar. No decorrer dos 12 minutos deste curta, obtive boas surpresas. Agradou-me muito o fato de um tema simples ter sido tão interessante. Tudo começa quando Afonso (Henrique César) sugere à sua esposa Margarete (Amélia Bittencourt), que está de saída, para aproveitar nas compras e trazer um queijo. Num repente sua amada sofre um ataque de nervos pelo simples fato deste pedido.
Em um diálogo em que ele pouco fala e ela muito esbraveja, percebesse a indignação, as razões acumuladas, os planos e sonhos que nunca se realizaram. Cobranças das quais, Margarete se queixa copiosamente. Ao final de tudo, a sensação que fica é: O que será do meu futuro?! Dos meus planos?! Seja estes tão ambiciosos ou não, com um parceiro ou não, por culpa de uma relação ou não (para aqueles que fogem mais do que o diabo da cruz).
No fim, fim de tudo mesmo, o curta é bem tragicômico (não sei se meu humor interfere nessa avaliação). Pra mim, o pobre do Seu Afonso, quase mudo, só queria ter seu queijo!
Enfim, o roteiro é bem construído, o título é inicialmente curioso, a direção de atores bonita de se ver. As cores envelhecidas dos tons de amarelo em um cenário constituído pelo apartamento pequeno com móveis antigos, muitos apetrechos e simplicidade configuram uma vida de acúmulo e poucas perspectivas. Tudo isto faz deste curta uma obra simples, mas interessante.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gênero: Terror/Musical/Drama
Direção: Tim Burton
Ano: 2007



Eu poderia sintetizar todo o meu palavreado que está por vir em apenas uma frase:
É um musical dirigido por Tim Burton.
E o que isso significa? Aos mais atentos conhecedores da trajetória cinematográfica do diretor, certamente saberão reconhecer a sombriedade de suas obras. Com um estilo peculiar, sempre girando em torno do imaginário humano com elementos bizarros, cenários retorcidos e um mundo extremamente particular, eu sinceramente me pergunto se aquele cara enxerga a vida em preto, branco e vermelho. Não posso esquecer de sua tendência em escalar no seu casting de atores os igualmente excêntricos Johnny Deep e a Helena Bonham Carter, esposa do Burton. E aí você pensa: O que pode sair de um musical deste? Uma experiência semelhante ocorreu na animação nada infantil O Estranho Mundo de Jack, que apavorava minha infância, mas pela qual hoje tenho respeito e até gosto bastante. Embora a direção desta seja do Henry Selick, o roteiro do Tim está lá e as canções estão por toda parte, assustadoras e viciantes. Por fim, seria falta de cortesia não citar as trilhas sonoras de suas obras, geralmente contando com a brilhante sensibilidade do Danny Elfman.

Em Sweeney Tood, o protagonista é Benjamim Barker (Deep), um barbeiro mandado injustamente para a prisão pelo juiz Turpin (Alan Rickman), sendo assim obrigado a se afastar de sua mulher e filha. 15 anos após o incidente, agora liberto, Ben assume uma nova identidade: Sweeney Tood, tramando um diabólico plano de vingança utilizando suas habilidades com as navalhas, contando com a ajuda da srtª Lovett (Carter), que mantem uma loja de tortas onde antes existia a barbearia de Barker.
Preparem-se para muito sangue e coisas igualmente desagradáveis. E música, muita música! Com uma atmosfera pesada, utilizando-se de cores frias em uma fotografia de baixa saturação, característica essencial das produções de Tim Burton, Sweeney Tood é um musical de terror, algo que, particularmente, não havia passado pela minha cabeça até o momento da exibição.
 Tudo é muito macabro, porém, apesar de ser reconhecidamente relutante em assistir obras do gênero, a trama é envolvente e prende o necessário para que você fique vidrado esperando pelo grande desfecho. As atuações são ótimas e realmente me surpreendeu positivamente a perfomance musical do Johnny Deep, visto que ele se recusou a realizar aulas de canto e ensaiou sozinho suas canções. Não há como negar que cantarolei "My Friends" inconscientemente algumas vezes após o término do filme.
É um musical do Tim Burton, ponto final. Quem conhecer as obras do diretor e tiver certo apreço por estas, encare com o peito aberto. Caso contrário, nem tente, esse não é um musical qualquer.

At last! My arm is complete again!

domingo, 6 de novembro de 2011

Concurso Filme Inesquecível!

Fala galera! O Reviews do Rafa já tem mais de 2 anos e eu sinto uma verdadeira obrigação de retribuir a atenção de todos aqueles que, por tanto tempo, gastaram seus preciosos minutos tentando tirar algum proveito de meus textos desconexos e, na medida do possível, divertidos. Navegando pelo Porra Man! me deparei com uma promoção pelos 1000 posts publicados no blog e percebi que deveria fazer algo semelhante por aqui. No entanto, guardada suas devidas modificações, o que teremos aqui não é um SORTEIO, mas sim um CONCURSO com excelentes prêmios. E do que se trata? Vamos ao regulamento!

Concurso Filme Inesquecível!

Sabe aquele filme que marcou a sua vida? Talvez por ter assistido com alguém especial, ou por alguma situação inusitada que ocorreu enquanto conferia, quem sabe também por ter caracterizado um momento importante da sua trajetória. Pois bem, esses filmes ficam pra sempre na sua história e, mesmo que não seja a melhor coisa que você tenha visto, te proporcionou uma ocasião especial e por isso sempre será lembrado. E é isso que você vai relatar aqui. Seja um situação engraçada, dramática ou romântica, em casa ou no cinema, não importa! O relevante é que esse filme tenha algum sentido maior pra você. Por exemplo, creio que nunca vou esquecer quando assisti A Vila com meu irmão e primo, pois ficamos rindo durante toda a trama, já que tinhamos conferido a paródia feita em Todo Mundo em Pânico e não conseguiamos mais olhar pra o original focalizando no suspense, mas sim no teor cômico da outra produção.

Como participar:

É super fácil! Basta fazer um comentário nessa postagem com seu NOME, IDADE, CIDADE e, logicamente, E-MAIL, pois por este se dará o contato com os vencedores. Depois você deve dizer qual filme é inesquecível pra você e explicar o porquê. As duas respostas que envolvam as situações mais criativas, marcantes, divertidas e inusitadas ganharão os prêmios. E quais são?

1º Lugar
Coleção Mochileiros
Uma das mais famosas obras de ficção científica da literatura, a Coleção Mochileiros do autor Douglas Adams é recheado de um humor escrachado, envolvendo situações hilárias e bizarras para ironizar a política, a burocracia, as pessoas e suas manias. Os cinco livros são:

  1. O Guia do Mochileiro das Galáxias
  2. O Restaurante no Fim do Universo
  3. A Vida, o Universo e Tudo Mais
  4. Até logo, e Obrigado pelos Peixes
  5. Praticamente Inofensiva

2º lugar 
DVD Cães de Aluguel - Edição de 15º Aniversário
DVD Cães de Aluguel - Edição de 15º Aniversário

Não preciso falar muito sobre Cães de Aluguel, tudo que tinha pra ser comentado o foi nesse post. Basta reafirmar que se trata de uma das melhores obras do diretor Quentin Tarantino, famoso por Kill Bill, Bastardos Inglórios e Pulp Fiction. Excelente filme para os que curtem bons diálogos e uma trama intrigante.





Stage Bônus!

Eu realmente acordei de bom humor, então vamos ao acordo! Se a Fan Page do Reviews do Rafa no Facebook alcançar 100 pessoas, o terceiro colocado do concurso levará pra casa o dvd de Um Sonho de Liberdade, considerado por sites especializados como o melhor filme já feito, primeiro lugar no top IMDB e o qual, eu realmente recomendo por se tratar de uma história incrível! Leia minha opinião sobre o filme clicando aqui.





Avaliação e Resultados:
Para tornar a seleção dos vencedores o mais transparente possível, estes serão selecionados não apenas pela equipe do Reviews do Rafa, mas também levando em conta a opinião do camarada Márcio Melo do Porra Man! . As respostas devem ser enviadas até 04/12, quando serão avaliadas e as selecionadas serão publicadas no dia 11/12. Ou seja, vai ganhar presente antes do Natal, hein?! (kkkkkk). Clique em Continue Lendo e poste sua resposta!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Trampolim do forte



Não se preocupem o Reviews não foi invadido (ou foi, rs). Sou Duda (vamos facilitar as apresentações) e tentarei a pedido do Rafa fazer colaborações aqui no blog. Sou estudante de Comunicação Social - rádio e TV. Bem que poderia ser acrescentado ai o cinema, mas isso é só um fator burocrático, porque somos ousados no curso e nos envolvemos também nesse mundo de pandora.
Bom! Cuidarei especialmente das produções independentes, longas, curtas, vídeos-minuto, enfim, tudo que for de interessante e não interessante nesse mundo louco das produções de baixo custo. Que é o que acontece muito aqui no nosso Brasil.
Não me sinto gabaritada, mas já gabaritando. Vamos ao: Trampolim do Forte. Um longa-metragem de ficção e baiano (dão licença), vencedor do prêmio do Ministério da Cultura, através do edital de produção de baixo orçamento em 2006. Sua produção deu-se em 2008.
Ainda em festivais nacionais e internacionais, mas previsto para ser exibido em meios comerciais, como TVs abertas e fechadas, a produção está arrebatando prêmios e elogios.
Filmado na Barra, Trampolim do Forte é um filme que busca dialogar com um grande público, mesmo com temas que muitas vezes são estigmatizados pelo público com relação ao cinema brasileiro. Contudo, a excelência técnica e artística faz dele um ideal de filme que equilibra temas sociais (IMPORTANTES E REFLEXIVOS) e puro entretenimento. 

É no Trampolim do Forte (Sim, esse ponto no porto realmente existiu e voltou a funcionar durante as gravações) que meninos como Déo (Lúcio Lima) e Felizardo (Adailson dos Santos) (personagens encantadores e de excelente atuação), moradores humildes do Porto da Barra se encontram para fazer do trampolim e do mar um ponto de refúgio. São dramas que esses meninos enfrentam no dia-a-dia (observado in loco, visto que o roteirista era frequentador assíduo do local) e que traz a tona uma reflexão do que deveria ser a infância desse grupo de amigos, sem a exploração infanto-juvenil, delinquência, preconceito e pedofilia (com Tadeu, “o rei das criancinhas”, que segundo o roteirista foi retirado do imaginário local no período de sua infância), drogas e crítica religiosa (é preciso cuidado nessa avaliação). Enfim, mas não se assustem pessoas, o mais belo em todo esse drama é a forma com que o roteirista foi fino ao tratá-la, sem apelo, conseguindo equilibrar: aventura, drama, suspense, humor, romance e poesia imagética (Põe poesia neste filme! A primeira cena revela todo o caráter restante do filme. É o segurar de fôlego para logo em seguida mergulhar em águas intensas e acalentadoras).
Por fim (UFA), Edição, roteiro, direção geral, direção de atores e a fotografia são brilhantes. Belas imagens no Porto da Barra que devem ser guardadas especialmente na memória.
Vamos incentivar nossas produções, galera. Não percam nos cinemas ou em DVD.

PS: Esse longa-metragem foi exibido na MUSA (Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual – Salobrinho), UESC, Ilhéus, Bahia. Ano que vem convido vocês.
PS: Emocionei-me com o ator mirim Adailson no debate. E
fiquei muito motivada com incentivo ao nosso cinema pelo diretor João Rodrigo Mattos.
PS: Talvez façam comparações com Capitães de Areia, mas no debate ao vivo e a cores o João Rodrigo diz que nunca nem leu Capitães.
PS: Na próxima indicação prometo não escrever ta
nto, prometo não abrir tantos parênteses e nem muitos “PS’s”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Se Beber, Não Case! - Parte II

 Gênero: Comédia/Aventura
Direção: Todd Phillips
Ano: 2011

  
 Se Beber, Não Case! - Parte II segue, exatamente, a mesma premissa do seu antecessor e aqui reside seu principal erro. Mas vamos com calma. Se você está lendo isso, se supõe que já conferiu a primeira parte da história, sobre a qual eu comentei em um texto anterior. Muito badalado na época, Se Beber, Não Case! vinha carregado de boas opiniões e aclamações de "melhor comédia do ano", um título questionável. A segunda parte se baseia no mesmo propósito, porem dessa vez o noivo é Stu (Ed Helms). Precavido quanto aos problemas ocorridos em Las Vegas, Stu decide realizar seu casamento na Tailândia, terra da família de sua noiva. Mesmo relutante, ele aceita a companhia de seus fiéis amigos Phill (Bradley Cooper), Doug (Justin Bartha) e o imprevisível Alan (Zach Galifianakis). E mais uma vez, deu a lógica: tudo saiu do controle!
Não tem muito o que comentar pelo simples fato de que esta é, essencialmente, uma versão ligeiramente modificada do primeiro filme. Las Vegas virou Bangkok, temos um macaco fumante, mas no mais, a sucessão de eventos é semelhante. Evitarei me prolongar, basta dizer que não dei uma risada significativa. Meu destaque vai pro Ken Jeong, que eu já conhecia da ótima série Community. Um texto curto pra um filme dispensável.