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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Heavy Rain

Título: Heavy Rain
Direção: David Cage
Plataforma: Playstation 3
Avaliação: 5/5

Sim, há muito tempo eu não sei o que é escrever aqui. Entre o trabalho e a seleção do mestrado, na qual fui aprovado, pouco tempo me restou pra tornar esse espaço novamente ativo, embora eu suspeite que isso são apenas desculpas que eu me dou para convencimento próprio de que minha falta de inspiração era justificada. Dito isso, vou ao que interessa, ao objeto de minha análise, aquilo que me fez, de fato, tomar vergonha na cara e escrever essas palavras: Heavy Rain.
Creio que poucos foram os momentos nos quais eu me abstive de comentar um filme para falar de uma mídia alternativa, mas essa obra merece a admiração de todos aqueles fãs do cinema, por se tratar de um verdadeiro "filme interativo" levando a experiência de imersão à níveis antes nunca desbravados.

Heavy Rain (HR) é um jogo desenvolvido para a plataforma do Playstation 3 pela Quantic Dream, empresa responsável também por Indigo Prophecy e o recente Beyond: Two Souls. Dirigido pelo David Cage, criador da Quantic Dream, HR se propõe a colocar o jogador no papel de quatro personagens distintos que de algum modo estão conectados pelos recentes crimes cometidos por um serial killer conhecido apenas como Origami Killer, que se vale sempre do mesmo modus operandi nas suas ações: as vítimas são afogadas pela água da chuva. Particularmente prefiro não entrar em detalhes sobre os personagens, é preferível que você os conheço no decorrer do jogo. O interessante é notar como cada um é afetado por seus demônios particulares e em como isso influencia as suas ações durante a trama.
Aliado a uma narrativa extremamente envolvente e um gráfico pautado no sistema de captura de imagem, o grande trunfo do jogo é sua mecânica. Baseado em sequências rápidas de comandos, nos quais um pequeno deslize pode ser fatal, Heavy Rain faz com que você adentre em um mundo no qual erros não são tolerados. Ao contrário dos outros títulos, nos quais uma morte é seguida de um reinício a partir de um checkpoint, a obra do David Cage é marcada por continuar sempre em frente, independente do que aconteça. Um personagem crucial foi assassinado por conta de uma má decisão ou de um atraso nos quick events? Muito bem, bola pra frente! Isso dá margem para uma quantidade significativa de diferentes finais, que vão dos mais "felizes"até  àqueles pouco tradicionais.
A trilha sonora é um capítulo a parte. As melodias se casam perfeitamente com as cenas, sejam de tensão emocional ou apreensão por um risco iminente, as músicas são responsáveis pela criação do ambiente e funcionam como uma engrenagem fundamental no bom andamento da história. Além do mais, eu sou extremamente suspeito pra falar de trilha sonora, sou um apaixonado por elas.
Heavy Rain é aquele jogo que funciona perfeitamente naqueles dias chuvosos, com as cortinas entreabertas e a sala escura. É daqueles que você joga com os amigos e tanto quem tem o controle na mão quanto aqueles que apenas assistem compartilham do mesmo sentimento. É claro que nem tudo é perfeito e alguns furos no roteiro em algum momento começam a incomodar, somado à falta de refinamento gráfico de alguns objetos em determinado momentos, mas nada que atrapalhe a experiência de se jogar um mundo totalmente paralelo no qual a adrenalina sempre está em níveis elevados. Recomendo muito pra todos aqueles que possuem um playstation 3, é uma aquisição indispensável para todos os sonystas de plantão.



quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Chrono Trigger [Game]

Estou prestes a falar do melhor, do maior, do incomparável, Chrono Trigger \o/ ( já deu pra perceber que essa análise não vai ser nada imparcial, né?). CT, o jogo feito pelo "time dos sonhos" da Square ( que inclue Nobuo Uematsu e até o próprio Akira, sim, o velhinho criador de Dragon Ball, o anime dos diálogos infinitos no meio das lutas) é considerado até hoje um dos melhores ( eu acho que é O melhor) RPG já feito. O jogo foi lançado para Super Nintendo em 1995, e atualmente teve uma versão no Nintendo DS .
A história gira em torno de Crono ( sem H mesmo, o H é só no título, mas isso é explicado no jogo). Ele, acidentamente, acaba entrando em uma grande confusão ao lado de sua amiga Lucca, e uma recém conhecida, Marle. Ao testar uma máquina de teletransporte feita por Lucca, Marle acaba parando em algum lugar do passado, e Crono segue a mesma trilha em busca de salva-la. Não preciso dizer que viagens no tempo, quando bem trabalhadas, são altamente interessantes. Diversos fatos que você altera no passado refletem diretamente no presente e no futuro. Ao lado de mais outros personagens, como o simpático Robô, os protagonistas descobrem que estão participando de algo muito maior que uma simples viagem temporal, eles tem o poder de alterar o futuro e livrar o mundo de...ah, não vou mais falar ou vou acabar largando um spoiler [revelação futura do enredo]. Divertido, com um gráfico ótimo ( cara, pra um SN o gráfico é mais do que bom!É perfeito). A jogablilidade é uma das melhores que já vi em um RPG, o modo de batalhas é muito bom e a história por si só já é bem atrativa.
Segundo fontes da internet, o jogo possui 14 finais diferentes. Isso mesmo, 14 FINAIS DIFERENTES! Eu o zerei 3 vezes, e consegui ver 2 finais. A trilha sonora é um capítulo a parte. Realmente uma das melhores que já vi em um jogo, ganhando até uma versão orquestrada feita por fãs ( que eu baixei por torrent, é muito boa). Você pode encontra-la clicando aqui! e indo para o site do projeto.
A ROM de Chrono Trigger para emuladores de Super Nintendo você pode encontrar em vários sites, é só dar um pesquisada rápida no Google. Vale muito, esse jogo é show de bola. E é relativamente rápido pra zerar. Se eu não me engano, na primeira vez, ao todo gastei cerca de 22 horas, o que pra um RPG é um tempo ínfimo. Pois bem, joguem, joguem, joguem e depois me agradeçam por indicar pra vocês o melhor jogo EVER de s. nintendo ( que Mário que nada, nem Bomberman se equipara!).