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domingo, 6 de janeiro de 2013

17 outra vez


O Zac Efron é um daqueles caras que parecem ter bebido água da fonte da juventude e que não envelhecem nunca, mas não de um jeito legal que nem o Keanu Reeves, mas de um jeito parecido com o Yudi do “Bom Dia & Cia”. O Zac Efron tem 25 anos e a mesma cara que tinha em High School Musical. 

[HAHAHAHAHA]

Por isso, eu quis assistir “17 outra vez”. Porque o Zac Efron sempre tem cara de 17, não como um Johnny Depp da vida interpretando Don Juan DeMarco, mas como um daqueles caras descolados do ensino médio, então ele parecia perfeito para esse filme. Só pareceria melhor se o nome do filme fosse “17 para sempre”. 

“17 Again” é uma comédia de 2009 e tem direção de Burr Steers (“A estranha família de Igby”). Poxa, o cara (Steers) atuou em “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction” – o que você tá fazendo com a sua carreira, homem?! 

Agora, imagine que você tem 37 anos, sua carreira vai de mal a pior, seu casamento é uma piada e você não tem um bom relacionamento com seus filhos. Quando está prestes a se divorciar, um faxineiro (?) resolve te ajudar, e te joga num redemoinho (!), o que faz você voltar a ter 17 anos. A merda é que quando você volta, você vira o Zac Efron de cabelinho perfeito.

domingo, 18 de março de 2012

O Homem do Futuro

Gênero: Drama/Ficção Científica
Direção: Claudio Torres
Ano: 2011

Viagens temporais, realidades alternativas, conceitos aplicados de física, tudo isso sempre foi muito atrativo na minha predileção por determinados filmes. Quando eu leio "ele decide voltar no tempo pra tentar mudar o fato blá-blá-blá...." em alguma sinopse fico logo animado! É fato que o salto temporal é um recurso muito perigoso pra ser aplicado sem que se perca a lógica e a fluidez da trama ou não sejam desreipeitados os paradoxos da viagem no tempo e da relação tempo-espaço (como muito bem me alertou Bruno Leite, do Olhar Leigo).
Entretanto, no fim das contas o que realmente me importa são as questões como "o que teria acontecido se eu tomasse outro caminho?" ou "em alguma dimensão paralela existe um Rafael Cruz mais rico que o Eike Batista?". Tratando-se o último questionamento de algo fora de cogitação, me prendo ao primeiro.
Nesse panorama, O Homem do Futuro (2011) surge como uma alternativa inovadora no circuito nacional, uma proposta tupiniquim diferente das habituais e com um quê de longa metragem norte-americano. A premissa é até válida, mas ele peca em uma série de situações.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

50/50

Gênero: Drama/Comédia
Direção: Jonathan Levine
Ano: 2011
 É impossível, e digo isso com muita convicção, não criar um paralelo entre 50/50 e Uma Semana (2008), e é justamente isso que farei aqui. Claro, sempre há a chance de você não ter assistido uma ou outra e ficar sem o parâmetro de comparação, então recomendo de cara que trate de fazer isso, mas adianto que o fato de não ter visto Uma Semana não atrapalhará sua compreensão do que será dito, acredite. Ambas são embaladas por boas músicas e narram as histórias de um protagonista enfrentando uma doença séria, mas o modo como cada um lida com a situação é o que torna tudo diferente.

Em 50% (título nacional) encontramos Adam (Joseph Gordon-Levitt), um jovem de 27 anos, que descobre ser portador de um tumor na região da coluna. Adam não bebe, não fuma e procura manter hábitos de vida saudáveis, o que torna seu problema de difícil compreensão. Não digo aqui que manter uma ótima qualidade de vida não é importante, longe disso mesmo, pois é MUITO IMPORTANTE, mas é interessante notar como algumas coisas independem de nossas decisões. No seu círculo de convivência há espaço pra um relacionamento aparentemente desgastado com Rachael (Bryce Dallas Howard), a cumplicidade descontraída e bem humorada de Kyle (Seth Rogen), uma mãe super protetora (Anjelica Huston), um pai com Alzheimer e uma analista (Anna Kendrick)  com a qual tem suas sessões.É interessante notar como a doença do protagonista afeta diferentemente todos à sua volta. Rachael não sabe lidar com a mudança, Kyle tenta mostrar sempre o lado positivo, sua mãe faz o que qualquer mãe preocupada faria, enquanto seu pai parece alheio à realidade.
Adam encara o tratamento, fica triste, com raiva, disperso em toda essa miscelânia de sensações, mas tenta levar tudo com bom humor, na medida do possível. Mas que fique claro, encarar a vida de um modo cômico não é ignorar o que há de errado e esse é um ponto positivo do filme. Nunca fui muito fã do Seth Rogen, mas aqui ele consegue ser um amigo leal e engraçado, sem ser caricato, sabe? Sem deboche, sem exageros, ele é responsável por momentos que ganharam meu riso mais sincero. Usar pontualmente da comédia deixou o filme mais leve, sem perder a seriedade da temática envolvida. A Anna Kendrick foi muito feliz na interpretação de uma analista que, sinceramente, parecia mais perdida do que o seu próprio paciente, gosto dela desde Amor sem Escalas (2009). E nem vou falar muito do Joseph Gordon, pois o cara já dispensa comentários, é simplesmente um dos grandes nomes da nova geração.
Me emocionei próximo ao final, não vou negar. É o tipo de filme que, em um cinema, te faz chorar sem que você perceba. E se fosse você, será que seu círculo de convivência daria o suporte necessário pra encarar essa barra? Será que há como enfrentar tudo sem perder a esperança? Isso fica ainda mais evidente quando você descobre que a trama é baseada em uma história real. Em Uma Semana Ben Tyler resolver montar em sua motocicleta e sair desbravando as belas paisagens do Canadá. Em 50/50 Adam fica e luta contra tudo, por mais difícil que seja. Quem está certo?

 Não ouso responder.

P.s. 1: Nem vou gastar tempo explicando a ausência de postagens, é desnecessário e, de fato, ainda não bolei uma boa desculpa.
P.s. 2: Embora muitos provavelmente apontem pra uma determinada cena no hospital, o que mais me chamou a atenção foi uma em que aparece um livro. Dizer mais do que isso seria entregar demais.
P.s. 3: Tô esperando o Victor Akyo me convidar pra jogar MGS4 no dele!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Se Beber, Não Case! - Parte II

 Gênero: Comédia/Aventura
Direção: Todd Phillips
Ano: 2011

  
 Se Beber, Não Case! - Parte II segue, exatamente, a mesma premissa do seu antecessor e aqui reside seu principal erro. Mas vamos com calma. Se você está lendo isso, se supõe que já conferiu a primeira parte da história, sobre a qual eu comentei em um texto anterior. Muito badalado na época, Se Beber, Não Case! vinha carregado de boas opiniões e aclamações de "melhor comédia do ano", um título questionável. A segunda parte se baseia no mesmo propósito, porem dessa vez o noivo é Stu (Ed Helms). Precavido quanto aos problemas ocorridos em Las Vegas, Stu decide realizar seu casamento na Tailândia, terra da família de sua noiva. Mesmo relutante, ele aceita a companhia de seus fiéis amigos Phill (Bradley Cooper), Doug (Justin Bartha) e o imprevisível Alan (Zach Galifianakis). E mais uma vez, deu a lógica: tudo saiu do controle!
Não tem muito o que comentar pelo simples fato de que esta é, essencialmente, uma versão ligeiramente modificada do primeiro filme. Las Vegas virou Bangkok, temos um macaco fumante, mas no mais, a sucessão de eventos é semelhante. Evitarei me prolongar, basta dizer que não dei uma risada significativa. Meu destaque vai pro Ken Jeong, que eu já conhecia da ótima série Community. Um texto curto pra um filme dispensável.

domingo, 16 de outubro de 2011

Meia-Noite em Paris

Gênero: Romance/Drama/Comédia
Direção: Woody Allen
Ano: 2011


 Meia-Noite em Paris narra a história de Gil (Owen Wilson), um nostálgico roteirista de Hoolywood, que acompanha sua noiva (Rachel McAdams) e os pais desta (Kurt Fuller e Mimi Kennedy) em uma viagem a Paris. Apesar de ser financeiramente bem sucedido, Gil nutre um antigo desejo de se tornar um escritor, utilizando como referência grandes nomes da literatura norte-americana. Com um relacionamento desgastado, problemas com os sogros e insatisfação com o rumo que sua vida o conduz, o protagonista se depara na "Cidade Luz" com algo surpreendente que pode fornecer um novo norte para sua existência e o fazer refletir sobre suas escolhas.
O filme é uma verdadeira overdose de referências que vão desde o sedutor escritor norte-americano Ernest Hemingway, ao instável pintor Salvador Dali. Utilizar Paris como plano de fundo para as ações que se seguem é de uma covardia infinda. A cidade exala beleza, encanto e um charme característico, o que faz com que conhecer esta encabece a lista das minhas futuras pretensões. A trama é, na realidade, uma prazerosa viagem pelos recantos do pensamento humano mesclado com belos cenários, uma trilha sonora que casa perfeitamente (principalmente pelo jazz, claro), elenco competente repleto de estrelas como Adrien Brody e Khaty Bates, tudo bem ritmado e apresentado de um modo delicioso.
 Tenho que admitir minha ignorância em não reconhecer a obra e, muito menos, a biografia de boa parte das personalidades citadas, mas o filme serviu para despertar em mim essa curiosidade e é pra isso que existe a Wikipédia, oras! Melhor ainda, ao abordar a insatisfação humana diante da sua existência e o antigo ditado de que "a grama do vizinho(o que neste caso seria voltado para um retrospecto cronológico) é sempre mais verde", Meia-Noite em Paris acerta em cheio e oferece ao telespectador diversão de um modo inteligente.
Por fim, se for assistir, apenas deixe-se conduzir pelas boulevards parisienses e aprecie o caminho.


Obs.: Se alguém, por ver a classificação do gênero no começo deste texto, esperar por uma típica comédia romântica água-com-açucar como tantas outras que existem, esqueça! Não é isso que você encontrará aqui, tenha certeza. Fica o aviso.

sábado, 30 de julho de 2011

Rascunhos [10] {Edição Especial}

Chegamos na edição 10 dessa que é a única uma das poucas ideias de séries que eu consegui manter. Aguardem novidades em breve, isso tem tudo pra mudar por aqui.
As pessoas, de um modo geral, tem uma certa fixação quando algo chega na décima, centésima vez ou algum outro número terminado em 0, como se isso obrigasse a realização de algo especial. "Só se completa 50 anos uma vez na vida", dizem. Eu digo que da mesma forma ocorre com 51, 52 ou 53! Divaguei demais, né? Então vou atender ao clamor mundial e comentar sobre 10 FILMES! Não se acostumem com isso, será um fato isolado (já estou até arrependido disso).
Nessa edição temos:

  1. Esquadrão Classe A (2010)
  2. O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (2010)
  3. Megamente (2010)
  4. Contra o Tempo (2011)
  5. Sucker Punch - Mundo Surreal (2011)
  6. Camisa de Força (2005)
  7. A Lenda do Pianista do Mar (1998)
  8. Par Perfeito (2010)
  9. Pequena Miss Sunshine (2006)
  10. Paranóia (2007)


Esquadrão Classe A (2010)
Ação/Aventura


Se você quer ação desenfreada, mas com ótimas pitadas de humor, Esquadrão Classe A é a pedida certa. Com um elenco carismático, o filme nos leva a um grupo de militares com personalidades bem distintas, composto por Hannibal (Liam Neeson, de Desconhecido) B.A. Baracus (Quinto Jackson), Cara de Pau (Bradley Cooper, de Se Beber, Não Case) e Murdock (Sharlto Copley, do ótimo Distrito 9), que caem em uma cilada e vivem uma série de situações absurdas ( destaque pra cena do tanque de guerra) em busca de provas que inocentem o bando. Uma ótima indicação pra reunir a galera de noite, com aquele balde de pipoca e diversão garantida.

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2010)
Aventura/ Fantasia




Não dá pra desvincular esse filmes da imagem do Heath Ledger, afinal foi sua última, e incompleta, produção, visto que ele faleceu antes do fim das filmagens. Se você realmente escolher entrar na mente do Doutor Parnassus, é bom que esteja pronto pra uma viagem pelo surreal do modo que apenas o diretor Terry Gilliam é capaz de conduzir, algo bem semelhante ao que vi em As Aventuras do Barão de Munchausen (1988), também assinado pelo diretor. A história segue a luta do Doutor Parnassus e sua trupe itinerante de teatro. Há muitos anos o Doutor fez um acordo com o diabo, que lhe concedeu a imortalidade, porém a um alto preço:  a alma de Valentine (Lily Cole), sua filha, quando a moça completar 16 anos. O personagem interpretado pelo Ledger surge de modo misterioso na trama e pode ser a chave para a conclusão da história. Definitivamente não é um filme indicado para todos, mas se você for fã de fantasia na sua forma mais psicodélica, pode gostar. É legal também ver o modo como driblaram a ausência do Heath e conseguiram terminar tudo de modo digno. Destaque pra pequena participação do Johnny Deep, não consigo mais olhar pra ele e não enxergar o Capitão Sparrow!

Megamente (2010)
Animação/Ação





Se mostrando uma animação divertida e inteligente, Megamente conseguiu me fazer rever os conceitos com relação ao trabalhos da Dreamworks. Entretanto sou obrigado a deixar algo bem claro: divertido não é sinônimo de engraçado {ao menos na minha concepção}, e talvez essa tenha sido a principal falha dessa produção. Megamente é um vilão que conseguiu, finalmente, cumprir sua principal missão, que é derrotar o seu principal oponente, o herói Metro Man. Porém, depois de tal façanha, o vilanesco personagem se vê numa vida sem perspectiva e interesse, até que bola um plano para a formação de um novo herói, alguém que dê novamente sentido pra sua existência. Qualquer referência ao Superman NÃO é mera coincidência, desse modo a animação conseguiu construir um argumento interessante mesclando referências à cultura dos quadrinhos com uma trilha sonora composta por clássicos do rock, como Welcome to Jungle, do Gun's Roses. Mas é isso que já comentei anteriormente, como ação/aventura é ótimo, mas senti falta de dar algumas boas risadas enquanto assistia.

domingo, 22 de maio de 2011

Os homens que encaravam cabras

Gênero: Comédia/Guerra
Direção: Grant Heslov
Ano: 2010

Antes de qualquer coisa ser comentada por aqui preciso deixar claro que não precisa tirar as crianças da frente do computador! Apesar do título sugestivamente bizarro, a produção em questão não tem nada de sacanagem envolvida. Ao menos não no sentido obscuro da palavra. Os homens em questão realmente encaravam cabras, mas...sabe de uma? Continue lendo e, talvez, eu disse TALVEZ, você consiga uma declaração mais explicativa pra situação abordada.
O filme surgiu na minha lista como uma indicação de um colega da faculdade. Enfim, o elenco realmente chamou minha atenção, já que conta com George Clooney, Ewan McGregor, Kevin Spacey entre outras estrelas holywoodianas. Na trama temos Bob (McGregor), um jornalista que após uma grande decepção decide embarcar para o Oriente Médio com o intuito de garantir uma reportagem sobre a guerra local. Entretanto sua vida muda completamente ao conhecer no hotel um misterioso homem chamado Lyn Cassady (Clooney), que alega ser membro de uma intrigante e secreta força do exército americano que utiliza de métodos, digamos, pouco convencionais no combate ao inimigo.
 Afirmo sem a menor dúvida que se trata de uma produção extremamente interesssante e digna de ser vista. Não digo isso pelo seu valor como entretenimento de comédia, já que o roteiro se utiliza de um humor sutil e até ácido nas cenas cômicas,  e não de momentos que evoquem risos incontroláveis no telespectador. Muito menos exalto o seu valor como obra que se compromete a representar alguma faceta da guerra, já que os conflitos apresentados na película são tão sérios quanto o método desenvolvido pelo Bill Django (Jeff Bridges), fundador da força de combate em questão.
Então o que torna Os Homens que Desafiavam Cabras uma obra a ser apreciada? Sinceramente não encontro uma resposta para esta pergunta que não seja o fato de tamanha falta de bom senso ser apresentada de um modo tão sério que se torna engraçada! A cara de pau do George Clooney e do Jeff Bridges na interpretação dos seus personagens é de merecer aplausos. As técnicas empregadas pelo Exército da Nova Terra são tão desprovidas de sentido que torna tudo aquilo divertido.
 É isso. Não esperem risadas espalhafatosas ou um documentário sobre a realidade dos conflitos no Oriente. Esse é apenas um filme feito exclusivamente para não ser levado a sério e ponto final. Quanto às cabras? Bem, não vou estragar a beleza do momento, encarem o filme e vejam com seus próprios olhos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Toy Story 3

Gênero: Animação/Aventura/Comédia
Direção: Lee Unkrich
Ano: 2010



Não dá pra falar de Toy Story 3 sem antes ressaltar a grandiosidade do estúdio Pixar no mercado de animações. Nada contra os fãs da Dreamworks, mas competir com uma empresa que desenvolveu obras incríveis como Wall-E e Up - Altas Aventuras é impossível. E nesse contexto eu me pergunto:
Pixar, será que você nunca vai me decepcionar?
 Sinceramente, acho que não. O terceiro capítulo da saga dos brinquedos mais queridos do mundo encerra uma franquia de sucesso com bastante emoção e nostalgia. O garoto Andy agora tem 17 anos e se prepara pra encarar a faculdade. Mas e os brinquedos? Após uma enorme confusão eles são encaminhados para uma creche, na qual se deparam com uma realidade totalmente diferente da que viviam e que esconde muitos segredos. Agora Woody, Buzz e os demais devem decidir qual caminho seguir em um futuro nublado e incerto.

É tudo muito mágico e fascinante, um filme feito pra toda a família e que faturou facilmente o Oscar de Melhor Animação e o de Melhor Canção Original com "We Belong Together", além de ser indicado na categoria de Melhor Filme. Seria justo escolher como melhor filme de 2010? Certamente não seria uma injustiça, embora eu também compartilhe uma apreciação grande pela obra genial do mestre Nolan, A Origem (e ambos perderam pra "O Discurso do Rei", dá pra acreditar nisso?!).
Toy Story 3 é completo, simplesmente um deleite para quem o assiste. Uma história sobre amizade, amor, união e momentos inevitáveis de despedida.Afinal, todos na vida estamos sujeitos a estas sensações. O roteiro é sensacional e eu me pergunto como esses caras conseguem se superar a cada produção! É impossível assistir e não lembrar de bons momentos na infância, brincando com os bonecos na varanda, embora eu já tenha congelado, enterrado e até explodido alguns exemplares da coleção Cavaleiros dos Zodíaco! Eita infância! ( kkkkk')
 Mas o ponto mais forte desse capítulo, assim como dos outros, sem dúvidas está no carisma dos personagens. Todos são ótimos, mas eu tenho que destacar o Buzz Lightyear, não tem jeito, ele é espetacular. Além do mais, a dublagem do Guilherme Briggs é extremamente engraçada, eu não canso de elogiar o trabalho desse cara.Woody, Rex, Slinky, Porquinho, os áliens, toda a turma está incrível. E eu nem falei dos novos, certo? Ri bastante com o Ken, além de surtar com o macaco vigilante paranóico!
 É tocante, sem dúvidas todos que assistem chegam ao fim emocionados com uma história tão bonita.Ah, os mais atentos irão notar referências à produções como Missão Impossível, além de uma bela e singela homenagem ao mestre japonês da animação, o homem por trás dos estúdios Ghibli, Hayao Miyazaki, com a presença de um boneco do Totoro, personagem de Meu Vizinho Totoro.
Um filme indicado para...todo mundo! Se você ainda não conferiu trate de fazer isso o mais breve possível.

Ao infinito... e além!

domingo, 9 de maio de 2010

Adeus Lenin!

Ah, o cinema alemão!Depois de me maravilhar com a capacidade dos suecos de surpreender em uma produção chegou a vez dos alemães.Nunca tive uma imagem muito boa do cinema europeu. Não sei se já falei sobre isso aqui, mas talvez seja decorrente de alguns filmes italianos que minha mãe assistia, não sei ao certo. O fato é que até pouco tempo não me atrevia a me aventurar pelos filmes do Velho Continente.Porém depois de Deixa Ela Entrar perdi esse preconceito infundado e percebi que nem tudo gira em torno de filmes norte-americanos.Talvez essa visão USA - centrista se deva também ao nível pífio do nosso cinema, que nos força a buscar fora o que não se acha aqui. Essa também é outra visão que mudou após o belíssimo Apenas o Fim. Ou seja, com isso tudo aprendi que determinados filmes merecem uma chance independente de sua origem.
Como disse anteriormente, o cinema alemão se mostrou uma grata surpresa. Tudo começou com Das Experiment, do qual falarei em outra ocasião; depois veio Corra Lola, Corra e, por fim, Adeus Lenin! ( ainda tenho outros filmes alemães na minha lista como Edukators e Die Welle). Porém nesse texto vamos nos focar no maravilhoso Adeus Lenin!. Já percebeu que eu não consigo guardar minhas preferências pro fim do texto, né?

domingo, 4 de abril de 2010

Apenas o Fim

Certas produções são muito valorizadas. Algumas até mais do que merecem. Bem, havia lido em alguns sites especializados sobre uma certa produção nacional, feita por um estudante de cinema da PUC e com um orçamento bem modesto. Não me interessei em ler o texto na íntegra. Não vi trailer, imagens, nada, logo não posso dizer que minha opinião foi influenciada por alguma ideia externa.Ultimamente meu tempo estava tão escasso que assistir a um simples filme se tornou uma atividade surpreendente. Mas as provas foram passando, ao menos as mais complexas, e consegui encontrar um espaço pra ver alguma coisa.
Sinceramente não sei o porquê de lembrar daquele filme, aquele lá, cujo post nem me interessou tanto, mas foi ele que eu escolhi.Após os 80 minutos de duração eu não conseguia expressar quão enorme era o grau de satisfação que eu sentia. Sério, minha euforia não poderia ser descrita, muito menos sentida por outra pessoa. Fui tomado por um turbilhão de sensações, o qual eu não conseguia expressar tão fielmente aos meus amigos no msn. Só sei que sai freneticamente indicando APENAS O FIM pra uma série de pessoas, mas com um gás tão grande que algumas provavelmente não entenderam bem. Se esse texto fosse escrito ontem a noite provavelmente viria embargado de uma série de descritivos inéditos. APENAS O FIM não é APENAS um filme. É o retrato de uma geração. Aquela geração que hoje conta com marmanjos e moças entre 18 -30 anos.Aquela geração na qual eu me incluo.


O filme é basicamente um grande diálogo intercalado por alguns flashbacks. Na trama, a protagonista vivida pela excelente Érika Mader, por uma série de motivos que não cabe citar aqui, decide ir embora.Mas antes ela procura seu namorado, protagonizado pelo talentoso e cômico Gregório Duviver, o avisa da sua decisão e o chama pra uma conversa que deve durar cerca de uma hora.E é assim que tem início um grande passeio pela década de 90, anos 2000 e a cultura pop que tanto nos influenciou. Além claro, de ser uma grande produção sobre relacionamentos e como nos comportamos diante dos desafios da atualidade.Se eu tivesse a oportunidade, com certeza, agradeceria bastante a Matheus Sousa, o jovem diretor e roteirista desta que é, na minha opinião, o melhor filme nacional que já vi. Mas por quê? Ele não precisa se apoiar naquele, já gasto, tripé do cinema nacional, que consiste em SEXO-VIOLÊNCIA-POBREZA.
Não, se você está em busca de peitinhos e tiros na cara, pode esquecer.O que o Matheus faz de tão genial é projetar em seus personagens um pouco de cada um de nós. Sim, dificilmente você não se identificará com alguns aspectos deles. Suas aspirações, seus sonhos, projeções de futuro. Nos deparamos com um retrato da pessoa que sempre busca algo, mesmo que esta não saiba do que se trata, e por isso vive com algumas lacunas em sua vida.Pra alguns o mundo é, simplesmente, pequeno demais. Não vemos jovens se divertindo em bailes estudantis e comendo waffles no café. Não, essa não é nossa realidade. O que constatamos são pessoas que conversam sobre boybands, orkut,  pokemons e Power Rangers favoritos.Simplesmente uma sessão nostalgia, uma viagem através da vida de cada um de nós. O filme é muito inteligente, mas não é aquela produção em que você não entende nada com nada. É altamente fácil de compreender, além de ser recheado de bom humor e diálogos fascinantes. Na moral, um filme que basicamente se resume a uma grande conversa precisa de um ótimo roteiro. E é isso que encontramos.Nem por um segundo a história perdeu sua naturalidade e fluidez.Nem preciso dizer que APENAS O FIM arrebatou uma série de prêmios e nota máxima nos mais conhecidos redutos pops sobre cinema da internet brasileira (Judão e Omelete). Contamos com algumas participações de pessoas conhecidas, como Natália Dill (a santinha *_*) e Marcelo Adnet.Ah, e os habitantes de uma certa cidade no sul da Bahia se surpreenderão com uma determinada citação (haha, não vou falar mais pra não estragar a surpresa).
A trilha sonora casa perfeitamente com o que foi proposto, nos proporcionando uma sonoridade bem agradável. Me prolongar aqui seria inútil, basta a constatação de que APENAS O FIM foi o melhor filme que conferi esse ano. Talvez pessoas que não tenham tanto interesse na cultura pop ou que não tenham vivido esta mesma geração não sintam a tamanha gratidão que aqueles que participaram ao assistir irão sentir. Ainda assim fica como um ótimo filme pra todas as pessoas que apreciem diálogos rápidos e inteligentes. Obrigado Matheus, seu trabalho foi o gol de honra de toda uma população.Espero que seus próximos trabalhos sejam igualmente sensacionais.




PS1: O filme foi orçado em, aproximadamente 8 mil reais e a grana  foi obtida através de uma rifa de uma garrafa de uísque. E pensar que isso não paga nem um carro que explode numa cena de 2 s em qualquer filme de ação por aí.Vida longa aos ótimos roteiros.

PS2: Existe uma cena após os créditos!

PS3: Preciso de um pra jogar God of War 3 =D (sacou? PS3, Playstation 3? Tá, foi péssima!)


PS4: Érika Mader é sobrinha de Mallu Mader. Sabe o que isso significa? Nada.

PS5: São filmes como esse que me dão vontade de continuar com esse blog.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Trovão Tropical

Apesar do Reviews do Rafa não ter nem um ano de existência, eu já tenho uma certa experiência em ser autor de blogs, mesmo que os meus anteriores exibissem um foco diferenciado deste. Acontece que com esta certa experiência, o blogueiro adquire uma série de princípios e certezas que guiam os seus textos. Uma das coisas mais importantes que eu aprendi é que não importa o que pensa 99,9% da população mundial, você tem o direito de pensar diferente e expressar o seu argumento, desde que este seja norteado por uma série de preceitos morais. É a chamada liberdade de expressão. Mesmo que cercada por uma aura ética e delimitada por normas, eu hoje tenho o direito garantido de poder dizer, por exemplo, que até hoje não entendi o filme Closer-Perto Demais, ou também que eu realmente já ri assistindo Castores Pirados. Mas por que raios de tanta explicação e conversa sem nexo? Ok, vamos lá. No meu post sobre Avatar eu critiquei abertamente o "novo fenômeno mundial" e nadei contra a maré.Apesar de esperar críticas sobre minha opinião acerca do mais não tão novo queridinho do público, encontrei pessoas com a mesma linha de raciocínio que a minha.Mas agora eu estou convicto que falarei de um filme realmente controverso.Alguns me apedrejarão, porém digo sem receio que TROVÃO TROPICAL, comédia estrelada por astros do calibre de Robert Downey Jr., Ben Stiller e Tom Cruise foi a MELHOR COMÉDIA QUE ASSISTI NOS ÚLTIMOS ANOS, quiçá NO SÉCULO!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Zombieland + Cloverfield

Enfim o mês de janeiro chega perto do seu fim. Do ponto de vista do blog foi um mês muito produtivo, visto que consegui o índice de mais de 50% da quantidade de textos que consegui em 2009 inteiro! Acontece que em fevereiro mais um semestre na faculdade se inicia e vou tentar ao máximo o desafio de manter a regularidade de postagens aqui. Feitas as considerações, vamos ao que interessa.
Venho hoje com uma rodada dupla! De um lado, Zombieland, aka Zumbilândia. Do outro, Cloverfield, o filme que mobilizou a internet através de virais no ano de 2008. Ambos com uma temática associada, de certo modo, ao terror, mas aplicada de modos extremamente diferentes. Gostei dos dois, mas cada um tem seu público a atingir.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Se Beber, Não Case



Na verdade eu iria escrever sobre Pulp Fiction, mas creio que já exista uma overdose de Tarantino/Rodriguez e pupilos semelhantes por aqui, deixarei pra uma próxima oportunidade.Ultimamente não ando com sorte nas escolhas dos filmes.Fui manipulado por opiniões que me diziam que o novo filme do Adam Sandler, Funny People, era muito bom. Que me perdoem quem gostou do filme, mas achei uma GRANDE merda, não consegui ver mais que 30 minutos. Sei que ele é classificado como uma comédia/drama, mas não sei onde está  a comédia dele e o único drama é o que você enfrenta ao tentar assistir: Desligar tudo ou ver onde isso vai dar. Desliguei. Depois de tudo isso precisava ver uma comédia, COMÉDIA MESMO!  Aí entra em cena Se Beber, Não Case, considerado por muitos como a comédia do ano de 2009. De cara: O filme, É SIM, engraçado. Aí você me pergunta: Quão engraçado ele é? Eu respondo: - Não é nenhuma obra de arte ,ainda assim, te arranca boas risadas.