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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Heavy Rain

Título: Heavy Rain
Direção: David Cage
Plataforma: Playstation 3
Avaliação: 5/5

Sim, há muito tempo eu não sei o que é escrever aqui. Entre o trabalho e a seleção do mestrado, na qual fui aprovado, pouco tempo me restou pra tornar esse espaço novamente ativo, embora eu suspeite que isso são apenas desculpas que eu me dou para convencimento próprio de que minha falta de inspiração era justificada. Dito isso, vou ao que interessa, ao objeto de minha análise, aquilo que me fez, de fato, tomar vergonha na cara e escrever essas palavras: Heavy Rain.
Creio que poucos foram os momentos nos quais eu me abstive de comentar um filme para falar de uma mídia alternativa, mas essa obra merece a admiração de todos aqueles fãs do cinema, por se tratar de um verdadeiro "filme interativo" levando a experiência de imersão à níveis antes nunca desbravados.

Heavy Rain (HR) é um jogo desenvolvido para a plataforma do Playstation 3 pela Quantic Dream, empresa responsável também por Indigo Prophecy e o recente Beyond: Two Souls. Dirigido pelo David Cage, criador da Quantic Dream, HR se propõe a colocar o jogador no papel de quatro personagens distintos que de algum modo estão conectados pelos recentes crimes cometidos por um serial killer conhecido apenas como Origami Killer, que se vale sempre do mesmo modus operandi nas suas ações: as vítimas são afogadas pela água da chuva. Particularmente prefiro não entrar em detalhes sobre os personagens, é preferível que você os conheço no decorrer do jogo. O interessante é notar como cada um é afetado por seus demônios particulares e em como isso influencia as suas ações durante a trama.
Aliado a uma narrativa extremamente envolvente e um gráfico pautado no sistema de captura de imagem, o grande trunfo do jogo é sua mecânica. Baseado em sequências rápidas de comandos, nos quais um pequeno deslize pode ser fatal, Heavy Rain faz com que você adentre em um mundo no qual erros não são tolerados. Ao contrário dos outros títulos, nos quais uma morte é seguida de um reinício a partir de um checkpoint, a obra do David Cage é marcada por continuar sempre em frente, independente do que aconteça. Um personagem crucial foi assassinado por conta de uma má decisão ou de um atraso nos quick events? Muito bem, bola pra frente! Isso dá margem para uma quantidade significativa de diferentes finais, que vão dos mais "felizes"até  àqueles pouco tradicionais.
A trilha sonora é um capítulo a parte. As melodias se casam perfeitamente com as cenas, sejam de tensão emocional ou apreensão por um risco iminente, as músicas são responsáveis pela criação do ambiente e funcionam como uma engrenagem fundamental no bom andamento da história. Além do mais, eu sou extremamente suspeito pra falar de trilha sonora, sou um apaixonado por elas.
Heavy Rain é aquele jogo que funciona perfeitamente naqueles dias chuvosos, com as cortinas entreabertas e a sala escura. É daqueles que você joga com os amigos e tanto quem tem o controle na mão quanto aqueles que apenas assistem compartilham do mesmo sentimento. É claro que nem tudo é perfeito e alguns furos no roteiro em algum momento começam a incomodar, somado à falta de refinamento gráfico de alguns objetos em determinado momentos, mas nada que atrapalhe a experiência de se jogar um mundo totalmente paralelo no qual a adrenalina sempre está em níveis elevados. Recomendo muito pra todos aqueles que possuem um playstation 3, é uma aquisição indispensável para todos os sonystas de plantão.



domingo, 18 de março de 2012

O Homem do Futuro

Gênero: Drama/Ficção Científica
Direção: Claudio Torres
Ano: 2011

Viagens temporais, realidades alternativas, conceitos aplicados de física, tudo isso sempre foi muito atrativo na minha predileção por determinados filmes. Quando eu leio "ele decide voltar no tempo pra tentar mudar o fato blá-blá-blá...." em alguma sinopse fico logo animado! É fato que o salto temporal é um recurso muito perigoso pra ser aplicado sem que se perca a lógica e a fluidez da trama ou não sejam desreipeitados os paradoxos da viagem no tempo e da relação tempo-espaço (como muito bem me alertou Bruno Leite, do Olhar Leigo).
Entretanto, no fim das contas o que realmente me importa são as questões como "o que teria acontecido se eu tomasse outro caminho?" ou "em alguma dimensão paralela existe um Rafael Cruz mais rico que o Eike Batista?". Tratando-se o último questionamento de algo fora de cogitação, me prendo ao primeiro.
Nesse panorama, O Homem do Futuro (2011) surge como uma alternativa inovadora no circuito nacional, uma proposta tupiniquim diferente das habituais e com um quê de longa metragem norte-americano. A premissa é até válida, mas ele peca em uma série de situações.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não Me Abandone Jamais

Gênero: Drama/Ficção
Direção: Mark Romanek
Ano: 2011





 Não me abandone jamais foi uma das três indicações feitas por uma amiga de conversas longas, desconexas e esporádicas, porém interessantes. Indicações anteriores haviam obtido certo êxito, logo apostei minhas fichas na repetição do resultado. A conclusão não poderia ser diferente: uma produção ímpar, peculiar e estranha, assim como a pessoa que recomendou. E se você estiver lendo isso, SIM, você é estranha =D

Ainda criança, Khaty é uma garota que vive em uma escola particular na Inglaterra, sempre ao lado de seus amigos, Ruth e Tommy, na qual os alunos não tem contato com o mundo exterior e eram educados com o pensamento de que formavam um grupo de pessoas especiais, com um desígnio importante para o mundo. Após alguns anos, agora jovens, Kathy (Carey Mulligan), Ruth (Keira Knightley) e Tommy (Andrew Garfield) se reencontram em uma perspectiva totalmente diferente do futuro, no qual a nostalgia do passado paira e o conformismo em relação ao destino se mostra como uma cruel ferramente na vida destes indivíduos.
A depressão chegou, sentou na poltrona, pediu pipoca e não foi mais embora! Falar que é triste seria chover no molhado. Trilha sonora melancólica, atmosfera fria, semblantes que exalam a falta de perspectiva e olhos que te levam pra o fundo do buraco. [SPOILER] Sinceramente, mesmo se tratanto de uma ficção, é difícil imaginar uma sociedade em que pessoas seriam criadas apenas para intuitos tão obscuros. O mais absurdo de tudo é o modo como a situação é encarada com normalidade e de um jeito tranquilo tanto pelos participantes, como por aqueles responsáveis pelo serviço. É um filme, eu sei, mas não consegui digerir uma ideia tão absurda, não vejo futuro pra uma humanidade com essa linha de raciocínio.[/SPOILER]
No mais, uma Keira Knightley intepretando a jovem Ruth, irreconhecível, de um modo extremamente positivo e uma ressalva pra essa tradução do título original (Never Let Me Go), sem querer ser muito chato (se é que isso se torna possível):

Never let me go = Nunca deixe-me ir

O que, olhando rapidamente, seria quase um sinônimo de "Não Me Abandone Jamais", porém vejo uma grande diferença entre "pedir que ALGUÉM não me abandone" e "pedir pra que ela não deixe que EU vá", neste caso EU seria o sujeito que tomaria a iniciativa da partida. É um conceito até besta, mas eu acho que casa com as circunstâncias apresentadas na produção. Alguém mais concorda?

 Os questionamentos acerca da tomada de decisões por parte dos personagens sobre como reagir em determinadas circunstâncias, sem dúvidas, impulsionam discussões interessantes acerca do comportamento humano, certamente um prato cheio para os psicólogos behavioristas.
E os bons filmes fazem isso, sucitam debates. Longe de ser um dos meus favoritos, visto que não sou o maior fã de dramas, a produção cumpre bem o seu papel de despertar o telespectador para um atitude reflexiva em vários aspectos da essência humana. Afinal, quanto tempo nós temos?

sábado, 30 de julho de 2011

Rascunhos [10] {Edição Especial}

Chegamos na edição 10 dessa que é a única uma das poucas ideias de séries que eu consegui manter. Aguardem novidades em breve, isso tem tudo pra mudar por aqui.
As pessoas, de um modo geral, tem uma certa fixação quando algo chega na décima, centésima vez ou algum outro número terminado em 0, como se isso obrigasse a realização de algo especial. "Só se completa 50 anos uma vez na vida", dizem. Eu digo que da mesma forma ocorre com 51, 52 ou 53! Divaguei demais, né? Então vou atender ao clamor mundial e comentar sobre 10 FILMES! Não se acostumem com isso, será um fato isolado (já estou até arrependido disso).
Nessa edição temos:

  1. Esquadrão Classe A (2010)
  2. O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (2010)
  3. Megamente (2010)
  4. Contra o Tempo (2011)
  5. Sucker Punch - Mundo Surreal (2011)
  6. Camisa de Força (2005)
  7. A Lenda do Pianista do Mar (1998)
  8. Par Perfeito (2010)
  9. Pequena Miss Sunshine (2006)
  10. Paranóia (2007)


Esquadrão Classe A (2010)
Ação/Aventura


Se você quer ação desenfreada, mas com ótimas pitadas de humor, Esquadrão Classe A é a pedida certa. Com um elenco carismático, o filme nos leva a um grupo de militares com personalidades bem distintas, composto por Hannibal (Liam Neeson, de Desconhecido) B.A. Baracus (Quinto Jackson), Cara de Pau (Bradley Cooper, de Se Beber, Não Case) e Murdock (Sharlto Copley, do ótimo Distrito 9), que caem em uma cilada e vivem uma série de situações absurdas ( destaque pra cena do tanque de guerra) em busca de provas que inocentem o bando. Uma ótima indicação pra reunir a galera de noite, com aquele balde de pipoca e diversão garantida.

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2010)
Aventura/ Fantasia




Não dá pra desvincular esse filmes da imagem do Heath Ledger, afinal foi sua última, e incompleta, produção, visto que ele faleceu antes do fim das filmagens. Se você realmente escolher entrar na mente do Doutor Parnassus, é bom que esteja pronto pra uma viagem pelo surreal do modo que apenas o diretor Terry Gilliam é capaz de conduzir, algo bem semelhante ao que vi em As Aventuras do Barão de Munchausen (1988), também assinado pelo diretor. A história segue a luta do Doutor Parnassus e sua trupe itinerante de teatro. Há muitos anos o Doutor fez um acordo com o diabo, que lhe concedeu a imortalidade, porém a um alto preço:  a alma de Valentine (Lily Cole), sua filha, quando a moça completar 16 anos. O personagem interpretado pelo Ledger surge de modo misterioso na trama e pode ser a chave para a conclusão da história. Definitivamente não é um filme indicado para todos, mas se você for fã de fantasia na sua forma mais psicodélica, pode gostar. É legal também ver o modo como driblaram a ausência do Heath e conseguiram terminar tudo de modo digno. Destaque pra pequena participação do Johnny Deep, não consigo mais olhar pra ele e não enxergar o Capitão Sparrow!

Megamente (2010)
Animação/Ação





Se mostrando uma animação divertida e inteligente, Megamente conseguiu me fazer rever os conceitos com relação ao trabalhos da Dreamworks. Entretanto sou obrigado a deixar algo bem claro: divertido não é sinônimo de engraçado {ao menos na minha concepção}, e talvez essa tenha sido a principal falha dessa produção. Megamente é um vilão que conseguiu, finalmente, cumprir sua principal missão, que é derrotar o seu principal oponente, o herói Metro Man. Porém, depois de tal façanha, o vilanesco personagem se vê numa vida sem perspectiva e interesse, até que bola um plano para a formação de um novo herói, alguém que dê novamente sentido pra sua existência. Qualquer referência ao Superman NÃO é mera coincidência, desse modo a animação conseguiu construir um argumento interessante mesclando referências à cultura dos quadrinhos com uma trilha sonora composta por clássicos do rock, como Welcome to Jungle, do Gun's Roses. Mas é isso que já comentei anteriormente, como ação/aventura é ótimo, mas senti falta de dar algumas boas risadas enquanto assistia.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Origem

Gênero: Ficção Científica/Ação/Suspense
Direção: Christopher Nolan
Ano: 2010


 Christopher Nolan não tem mais nada para provar ao mundo. Ele é um gênio, ponto final. O seu Amnésia é altamente intrigante, com O Grande Truque meus olhos não desgrudaram da tela, isso sem falar que o cara tirou a franquia Batman do limbo e nos deu de presente um início digno ao personagem em Begins, além de um dos maiores vilões da história do cinema em The Dark Knight. Não é por acaso, sempre que o termo "Nolan" surge em um projeto de produção os comentaristas gritam em uníssono:
In Nolan WE TRUST!
Já comentei em um texto antigo que na semana que iria conferir A Origem nas telonas o cinema daqui fechou. Com certeza seria uma experiência muito mais incrível, porém assistir em casa não tirou o brilho deste que é  um dos filmes mais inteligentes que já tive o prazer de assistir. Acostumem-se, serão apenas elogios daqui pra frente!


Uma última ressalva antes de entrar no filme em questão:
O título original da produção é The Inception e quem assistir verá que é muito mais coerente com a trama do que A Origem. Não é a primeira vez que um filme do Nolan sofre com adaptações no nome, Memento se tornou Amnésia, um termo totalmente equivocado para o que vemos na tela.

Imaginem um mundo em que a mente humana se tornou um território vulnerável ao ataque de ladrões. O que eles roubam? Segredos comerciais, industriais, o que for preciso. Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um desses sujeitos.Porém um novo e inusitado trabalho lhe é proposto: E se ao invés de extrair uma informação ele fosse capaz de inserir(daí o termo The Inception) uma ideia na mente de uma determinada pessoa? Em nenhum momento essa situação se mostra como algo simples, entretanto uma série de fatores faz com que este trabalho seja especialmente complexo para todos que estão nele envolvidos.
Iniciando pelo elenco tenho que ressaltar que a atuação do DiCaprio é sensacional. Eu já havia consolidado a imagem dele como um ator diferenciado após conferir Ilha do Medo, mas nunca imaginei que o "Jack de Titanic" conseguiria alcançar um patamar de qualidade tão elevado. Ellen Page também está ótima no papel da jovem arquiteta de sonhos. Ken Watanabe, Tom Hardy, todos mostraram uma química perfeita e a atuação do Joseph Gordon-Levitt me deixou super curioso e com uma grande expectativa para o papel que ele irá desempenhar em The Dark Knight Rises, a última parte da nova trilogia do Batman. 

 Falar da extrema qualidade no departamento técnico de um filme dessa magnitude é chover no molhado. Não é por acaso que arrebatou os prêmios de Melhor Fotografia, Edição de Som, Mixagem de Som e, obviamente, Melhores Efeitos Visuais no OSCAR®, as cenas são tão surreais e lindas que eu sinto meu coração pesar por não ter visto tudo isso no cinema.

Um sonho dentro de um sonho...dentro de um sonho! 
- Como esse cara é um gênio! - Eu repetia algumas vezes enquanto via como os planos do filme se organizavam em camadas perfeitamente encaixadas e ricas de detalhes.O modo como tudo se mescla e as pequenas nuances se entrelaçam é disposto de um jeito sincronicamente orquestrado. Há muito tempo não assistia algo tão empolgante e já havia me esquecido como essa sensação é boa.
A Origem merecia mais do que o reconhecimento apenas em prêmios técnicos. O fato do Christopher Nolan não ser nem indicado no Oscar para Melhor Diretor e do Leonardo não entrar na categoria Melhor Ator são vergonhosos, não é por acaso que assisti cerca de metade da premiação e fui dormir (ano passado, mesmo precisando acordar cedo, conferi a premiação completa, já que tinha um maior interesse nos indicados).
Melhor Filme pra O Discurso do Rei? Por favor, esse não conseguiu nem despertar meu interesse de conferir.
A Origem é mais do que indicado para os apreciadores de filmes excepcionais. Acredite, embora muitos morram por aí exaltando a complexidade do enredo não é difícil entender o que se passa na história, ao contrário, é até bem explicativa. Em um filme com tantas frases boas, ao menos uma eu devo ressaltar:
Os sonhos parecem reais enquanto estamos neles. É somente quando nós acordamos que percebemos que algo estava realmente estranho.

Bons sonhos para todos ;)

Ahhhh, e eu quero um peão desse!


sábado, 20 de novembro de 2010

Rascunhos [8] It's a trap, Bino!

O leitor um pouco mais atento irá perceber que há muito tempo não faço uma postagem acerca de apenas um filme. O problema não é falta de disposição, a questão é que há algum tempo não assisto algo que compense um post particular.Pra ser bem sincero, a motivação pela qual agora escrevo é alertar sobre determinadas produções que são verdadeiras formas de gastar seu tempo de um modo bem inútil. Corram para as colinas!

É uma cilada, Bino!

Predadores (2010)
Ação/Ficção Científica




Conseguiu ver algo bom no filme? É, nem eu.

O cúmulo do dispensável. Predadores é um filme que não conseguiu mostrar pra que veio. Com um elenco estrelado composto por Adrien Brody, Danny Trejo, Laurence Fishburne e Alice Braga (que por sinal também está em Repo Men, do qual falarei adiante), acompanhamos um grupo heterogêneo composto por assassinos , mercenários, uma sniper e até um membro da Yakuza (!) que misteriosamente caem de paraquedas (literalmente) em um ambiente totalmente inóspito. Em pouco tempo eles percebem que não são os únicos no local e que participam de uma caçada em que o vencedor é aquele que consegue terminar vivo. A trama não consegue despontar e parece que não engrena em momento algum. O cenário da floresta em determinados momentos parece tão artificial que a impressão que se tem é que estamos assistindo Uga Uga, Kubanacan ou qualquer outra novela brasileira com ambientação tropical ou algo do gênero!Você não torce nem pra os humanos, nem pra os predadores, que por sinal, aparecem bem menos do que deveriam.Em suma, é bem chato! Bem que tentaram fazer uma referência ao filme clássico na fala de um personagem, mas Predadores não honra a produção protagonizada pelo Schwarzenegger. Essa uma estrela está dividida. Metade é creditada pela luta contra o predador usando uma espada samurai, só por ser algo bem improvável! A outra metade é pela pequena reviravolta próximo ao fim, nada muito incrível, mas surpreendeu.

Repo Men/Os Coletores (2010)
Ação/Ficção Científica




Corre Alice, é uma cilada!
 Ôh Alice Braga, você aqui de novo! Não, você não tem culpa, mas bem que poderia ter mais sorte nos filmes que participa. 
Repo Men me deixou interessado após ter sua sinopse divulgada. A história de um futuro na qual orgãos artificiais são comercializados, porém caso o pagamento não seja efetuado são retirados na marra pelos "Repo Men" prometia.Prometia uma boa trama com uma história mais densa. Prometia uma reflexão moral da situação. Prometia mais do que político em ano de eleição. E ficou na promessa!
Somos apresentados a Remy (Jude Law), um membro do esquadrão Repo Men, que passa a ser perseguido por seus ex-companheiros após adquirir um coração, o qual não tem condições de pagar.Na sua fuga ele conhece Beth, que também vive uma situação clandestina e ambos são obrigados a buscar uma solução para seus problemas. A expectativa era alta, mas no fim das contas somos apresentados a um filme mediano que, mesmo quando busca fugir de clichês, é clichê! Não vou comentar mais do que isso, acho um desperdício de tempo.

Daybreakers/2019 - O Ano da Extinção (2010)
Ação/Ficcção Científica/Terror




Elvis (Willem Dafoe), um mecânico caipira matador de vampiros. WTF?!

O terceiro filme do combo Ação + Ficção Científica do post talvez não mereça ser enquadrado no termo "cilada". Dos três, acredito que seja o melhor, facilmente. Enfim, já que as produções transitam na mesma área, ele entrou no pacote.
Antes de mais nada tenho que comentar: Que tradução ridícula pro título original! Em que mundo paralelo Daybreakers equivale a 2019 - O Ano da Extinção?
Em um mundo em que a maioria da população é constituída por vampiros, o que vemos é a caça aos humanos que são utilizados como fontes de sangue. Porém, com a proximidade da extinção da raça humana, o mundo está perto de um colapso devido a falta do precioso liquido vermelho. Edward (Ethan Hawke) é um hematologista vampiro que pesquisa um substituto para o sangue, porém um grupo remanescente de humanos encontra algo que pode ser bem mais interessante. Hey, hey, hey, wait! Mais um vampiro chamado Edward?! Calma gente, isso aqui passa longe da saga Crepúsculo, apesar da fatídica coincidência no nome do protagonista. O filme tem uma fotografia atrativa e apresenta uma visão totalmente nova e surpreendente do tema "habitantes da noite", um ponto extremamente positivo. Ainda digo mais, se você substituir o sangue pela água encontrará uma mensagem altamente reflexiva, que me fez ter medo do que o racionamento de água faria no mundo. O problema de Daybreakers se encontra em explicações rasas que beiram o Deus ex machina ( sempre quis usar esse termo!), além de um final totalmente "Sim, é só isso mesmo!?". Poderia ser épico, mas teve gostinho de #fail.

sábado, 16 de outubro de 2010

Rascunhos[6]

Já estava desanimado pensando que A Origem não ia entrar em cartaz no cinema. Eis que então, depois de um bom tempo, quando as esperanças haviam acabado, a produção aparece por aqui! Só que como de praxe, mais uma vez fiz jus à minha fama de não conferir grandes obras no cinema, pois tinha planos pra conferir na semana que vem, mas o cinema foi fechado temporariamente! Sim, é difícil assistir filmes em Itabuna. Como se isso não fosse o suficiente, a tragédia acontece justamente na semana da estréia nacional de Tropa de Elite 2, elogiado por 100 a cada 100 pessoas que já conferiram. Sim, não ter conferido A Origem foi minha culpa, mas quanto a Tropa 2 eu não poderia imaginar. E o pior de tudo é a incerteza. O shopping passa por uma ampliação de lojas, então não se sabe ao certo o que ocorrerá com o cinema. Se forem levados em conta os boatos que surgiram desde o começo do ano, a chance daquela joça fechar é grande. Vamos ver no que dá, só me resta esperar.

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos (2010)
Drama


Falam muito do Caio Blat no cenário do cinema nacional atual. Claro que não tanto quanto Selton Melo ou Wagner Moura/Lázaro Ramos, mas o Caio também é bem cotado. Só lembrava de ter assistido um único filme com ele, Carandiru, então resolvi dar uma chance a esta produção de título peculiar e que vinha arrecadando boas opiniões. A história se concentra em Zeca (Blat), um cara de 30 anos, escritor de um livro que nunca termina. Ele se encontra em uma crise no relacionamento com sua esposa, Júlia (Maria Ribeiro, também conhecida como mulher do Capitão Nascimento, haha), pois enquanto ela se mostra uma pessoa estruturada e decidida, Zeca parece que esqueceu de amadurecer. Pra dar o toque de sacanagem de filme brasileiro temos uma argentina (?), a Carol (Luz Cipriota) que é a terceira peça de um triângulo amoroso super exótico. E é isso, muita sacanagem, desconfiança e, em alguns momentos, uma lentidão exagerada.Não é dos piores, mas o que mais me chamou atenção no filme foi a música tema com um estilo noir bastante característico, por aí você já tira o meu grau de interesse na obra.O sotaque da argentina é chato pra caramba, mas aperta a tecla MUTE que talvez as coisas se resolvam um pouco. É por produções como essa que nossos filmes ficam estereotipados como produções pornográficas. Ponto Negativo. Sei que muitos não vão concordar comigo aqui, mas é isso, foi a impressão que tive.
PS: Ah, se por acaso alguém já leu os textos do blog Espalitando Dente, do baiano Bono, vai achar que o protagonista do filme foi inspirado totalmente nele, hehe.

Meu Malvado Favorito (2010)
Animação


Sou um fã imutável das animações da Pixar, tanto que considero Wall-E uma das coisas mais incríveis produzidas pelo ser humano, ao lado da invenção da roda e da descoberta da penicilina, embora ainda ache a história do robozinho mais importante que essas duas! (tá, não chega a tanto...mas para perto =D). Talvez por isso eu tenha um pé atrás com qualquer outra animação que não seja desse estúdio mágico, com exceção dos filmes da Ghibli, que estão em um patamar de qualidade altíssimo e da trilogia Era do Gelo (devem existir outros, mas agora não tô com paciência pra listar todas, só não vou citar a Dreamworks, fato!).Enfim, fui conferir Meu Malvado Favorito com esse pensamento...e ri absurdamente! Cara, achei bastaaante engraçado, ri grande parte do filme. A história segue aquele esquete básico, de um vilão que adota três garotinhas pra colocar em prática um de seus planos e acaba se apegando a elas, mas isso não tira o brilho da produção, que se mostra extremamente competente. Fortemente recomendado para adultos e crianças.

Os 12 Macacos (1995)
Ficcção Científica/Drama



Viajar no tempo, um elemento relativamente utilizado com uma boa frequência nos filmes e até em séries, como Heroes. Após duas produções atuais, vou falar de uma com cerca de 15 anos, mas com uma qualidade espetacular. Em Os 12 Macacos somos apresentados a James Cole (Bruce Willis), um sobrevivente em um mundo pós-apocalíptico que é enviado ao passado para descobrir mais detalhes acerca de um vírus mortal que praticamente extinguiu a humanidade. Ao chegar lá, é considerado louco e internado em uma clínica, onde conhece os outros dois personagens que irão mudar pra sempre a sua vida: a psiquiatra Kathryn Railly (Madeleine Stowe) e Jeffrey Goines (Brad Pitt, altamente insano), um paciente internado no mesmo local. Com uma trama atrativa e intrigante, 12 Macacos se mostra, ainda hoje, como uma ótima opção de diversão que te deixará sem saber o que de fato é real e até que ponto uma pessoa é capaz de mudar o destino.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sr. Ninguém

Gênero: Ficção Científica/Fantasia/Drama
Direção: Jaco van Dormael
Ano: 2010


Eu já disse em vários textos aqui que sou um grande fã de filmes que envolvam várias possibilidades para uma mesma situação.Dito isto, digo que minha expectativa para conferir Mr. Nobody (ou Sr. Ninguém, como queira)  era grande, mesmo sem imaginar que a questão temporal múltipla iria ser tão forte. Acompanhar as histórias de Nemo Nobody (vivido por Jared Leto, e por sinal foi conferindo sua filmografia que cheguei a esta produção!), um homem de 120 anos que é o único mortal do planeta e está próximo ao fim de sua vida revivendo uma enxurrada de memórias deveria ser algo bem empolgante.Casamentos, filhos, tragédias, temos de tudo. E pelos comentários e a ótima nota no Filmow eu sei que a aceitação do público foi altíssima transformando Mr. Nobody em uma espécie de novo Donnie Darko dessa geração, mas não entrarei no mérito da explicação aqui. Visualmente o filme é impecável, a fotografia é excelente e as músicas tocadas são de altíssimo nível, algumas são emocionantes mesmo.Entretanto, que me perdoem os fãs, a produção ficou distante do que eu imaginava. Esse é aquele filme que todo pseudo-intelectual (e eu não digo aqui que apenas eles gostaram, longe disso!) dirá que é perfeito, mas eu, particularmente, listo algumas coisas que não me soaram tão agradáveis assim.


Em primeiro lugar cito a duração: as quase duas horas em determinados momentos parecem demorar mais do que o necessário. Em segundo preciso ressaltar o excesso de histórias paralelas que exigem do telespectador a ausência do mínimo piscar de olhos. Não é brincadeira quando eu digo que uma cena de 5 segundos que se perde te deixa fora de sintonia com todo o contexto apresentado. E, com certeza, lendo isso terão aqueles que dirão que penso tudo isso pois não entendi o real sentido do filme e sou um tapado ( o que se aplica tambem quando eu comentei sobre Oldboy e teve gente querendo me matar, haha). Sim, eu entendi (ou acho que entendi) e neste aspecto o filme é bem didático fazendo questão de explicar detalhadamente e de uma forma interessante as várias teorias da física em que a trama se embasa.Aí terão aqueles que irão me amarrar em um tronco e atear fogo por eu dizer que entendi e ainda assim não achar essa perfeição toda!Okay, o filme é cheio de qualidades e me fez, sinceramente, sentir uma amarga tristeza quando uma gota de chuva surge pra estragar tudo em uma determinada cena, a qual não direi, pois abomino spoilers .
 Sim, o elenco está ótimo, o Jared e a Diane Kruger são sensacionais e eu ainda coloco um destaque pra atuação da Sarah Polley. Em relação aos diálogos, ficou marcada a citação acerca da jogada de xadrez.
Mas não, ele NÃO é essa perfeição e, por favor, coloquem de volta essas pedras no chão e não as atirem em mim. Grato pela compreensão. Ah, me recuso a dar uma nota pra esse filme, esta é uma daquelas produções bem subjetivas e que não cabe a mim quantificar sua qualidade com notas.Well, confiram e tirem suas próprias conclusões, todas as opiniões são bem vindas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Lunar

Gênero: Ficção Científica
Direção:Duncan Jones
Ano: 2009

Particularmente, considero o gênero sci-fi uma das escolhas mais difíceis para se produzir um bom filme. O risco do autor se deixar levar por suas ideias surreiais e conceitos mirabolantes sem fundamento ou simplesmente a busca por um caça-níquel sem qualidade e com um roteiro vago (tá ouvindo isso Fantasmas de Marte? Surrogates?) acabar em uma grande perca de tempo é muito grande. Claro que temos bons exemplos em produções do tipo, como Gattaca ou o próprio Minority Report, que nos apresentam uma visão de futuro bem estrutuada e a criação de um mundo totalmente diferente. Neste contexto, Lunar ( Moon, no original) se mostra como uma verdadeira pérola rara em meio a tanta desilusão.
O meu interesse pela produção surgiu após o texto do PorraMan! sobre o filme. Realmente gostei do que li, mas fiquei muito receoso pela história se concentrar basicamente na atuação de um único e solitário protagonista. Recentemente, buscando boas opções de entretenimento, me lembrei de Lunar e resolvi conferir e tirar minhas próprias conclusões.Resultado: um filme que merece ser visto e apreciado, sem sombra de dúvidas.

Tudo se passa em um futuro distante, em que os meios poluentes de obtenção de energia fazem parte de um passado deixado para trás. Grande parte da energia atual é derivada do Sol na forma de Helium3 (He3) e coletada por máquinas da corporação Lunar © dispostas na lua, que acumulam essa energia e encaminham para a Terra através de cápsulas.A única forma de vida no local é Sam Bell (Sam Rockwell), um astronauta responsável pela manutenção da estação Lunar que se encontra perto do fim de seus contrato de 3 anos de trabalho e deve retornar à Terra em poucas semanas.Tanto tempo de solidão, tendo como única companhia o robô Gerty (dublado por Kevin Spacey) afetou o comportamento de Sam, fazendo-o duvidar de sua própria sanidade. Após um estranho acidente a situação toma um rumo totalmente novo e inesperado e que irá mudar definitivamente a vida do astronauta.

Esqueçam os sabres de luz e os droides de batalha, isso aqui não é Star Wars e passa longe de ser um filme de ação. É uma produção que busca um apelo notoriamente reflexivo e uma trama altamente intrigante. Lembra que eu duvidava de como um filme com, basicamente, um personagem pode ser atrativo? Esqueçam isso, o Sam Rockwell mostra uma competência absurda, muito convincente, mostrando que ele não entrou por acaso no elenco de Homem de Ferro 2. O robô Gerty também se mostra bem cativante.É uma história sobre começos e fins,creio que isso consegue sintetizar de modo preciso o que se vê. O grande mistério, por assim dizer, não é difícil de se decifrar, acredite, provavelmente na metade do filme você já o compreende bem, porém não é isso que faz o espectador prestar mais ou menos atenção. Cria-se uma necessidade de descobrir onde tudo aquilo vai culminar e a incerteza de um futuro desconhecido.Com uma competente trilha sonora, uma atuação espetacular e um roteiro envolvente, Lunar se mostra como uma ótima opção de entretenimento. Não entendo como não foi feita uma estratégia de divulgação mais eficiente para um filme desta categoria e com um orçamento tão enxuto.Assista consciente de que você não verá batalhas galáticas e mestres jedis, e então aprecie essa obra singular de um gênero tão interessante.

domingo, 8 de agosto de 2010

O que esperar de 2010.2

Até o exato momento, no quesito empolgação, 2010 não foi lá grande coisa pra mim quando se trata de filmes. Salve raras exceções, como o aclamado Homem de Ferro 2 e o controverso Fúria de Titãs (o qual meio mundo de gente odiou e eu achei interessante!), não consigo lembrar de outras produções memoráveis.Tivemos também o Robin Hood com Russell Crowe, que se for visto por uma outra perspectiva também não é de todo mal. No primeiro semestre meu destaque vai, sem dúvidas, pra o cinema alemão que me surpreendeu com o inteligente Adeus Lenin! e o frenético Corra Lola, Corra. Apesar de não se tratarem de filmes recentes, só agora tive o prazer de conferir.Porém o segundo semestre deste ano promete melhorar um pouco a situação dos lançamentos. Claro, dependendo do seu estilo preferido de filme.A minha ansiedade real é pela estréia da terceira produção das Crônicas de Nárnia, mas vamos falar disso no momento apropriado. Vejamos agora algumas das principais produções que irão aparecer por aqui ainda esse ano. Todas as datas foram retiradas do Filmow, então não me responsabilizo por nada errado =D.


Os Mercenários (Estreia 13 de Agosto de 2010)

 Mesmo envolto em tantas polêmicas, é inegável que Stallone reuniu um elenco de ação incrível pra o que promete ser um filme altamente explosivo. Um grupo de mercenários com a missão de depor um ditador em um país sul-americano encontra problemas no que parecia ser um trabalho fácil. Além do já citado Stallone, que também atua como diretor, temos no elenco Jason Statham (Carga Explosiva/Adrenalina), Mickey Rourke (O Lutador/Homem de Ferro 2), Jet Li (Cão de Briga/Romeu tem que Morrer) e participações super especiais de Bruce Willis e o Governator do Futuro Arnold Schwarzenegger. Uma parte das filmagens foi rodada no Brasil e contamos com a participação da [Marcelo Tas ON] docinho de côco! [Marcelo Tas OFF] Gisele Itié. Se o cara falou que ganhou um macaco aqui o problema é dele, só sei que essa produção tem potencial pra ser algo épico no gênero. E como o Sly mesmo disse, o cinema tá carente de filme com protagonistas machos de verdade, os homens andam muito coloridos nessas produções teens da atualidade e ainda brilham!

Os Coletores (Estreia 17 de Setembro de 2010)

Sempre gostei do gênero da ficção científica. Repo Men (título original) promete ser uma boa obra dessa temática. Somos apresentados a um futuro em que orgão artificiais são comercializados, porém se o paciente não conseguir arcar com os gastos um grupo de homens, conhecidos como Repo Men, são pagos pra resgatarem os orgãos utilizados. A situação fica complicada quando um desses RM, vivido por Jude Law, se vê no lado oposto da história e precisa fugir de seus antigos companheiros que agora o estão caçando pra recuperar um orgão artificial que ele utiliza. Acho o Jude Law um ator altamente competente, além de bastante conhecedor do gênero de ficção, já que atuou em filmes como A. I. - Inteligência Artificial (2001) e  Gattaca - Experiência Genética (1997) que eu achei muito bom. Ainda temos no elenco o Forest Withaker e a Alice Braga. Eu bem sei que um ótimo elenco pode resultar em um filme deplorável, mas não custa ter fé que essa será uma boa produção. E já que eu falei do Jude Law, só pra não perder a viagem, digo que o melhor trabalho dele foi em Circulo de Fogo (2001).

Let Me In (Estreia 01 de Outubro de 2010)
 Não vou falar muito desse aqui, já que tô com os dois pés atrás com esse filme. Let Me In é a versão norte-americana do premiado filme sueco Deixa Ela Entrar (2008), o qual eu já comentei em outro post e você pode ler aqui! ou também conferir o texto que fiz pro Cinemando clicando aqui! A produção sueca realmente conquistou o meu respeito, principalmente pelas atuações dos protagonistas que, apesar da pouca idade, mostraram um desenvolvimento adimirável. Mas aí vem Hollywood e enxerga nisso tudo um jeito de ganhar uma boa grana. Caramba, o filme original é novo, os efeitos são bons, a trilha é incrível, não consigo entender o motivo de refazer algo tão atual e de qualidade tão primorosa. Na verdade só consigo ver o interesse no lucro. Muito se tem dito sobre a imensa qualidade que se vê na atuação da Chloe Moretz (Kick- Ass), atriz que viverá a protagonista, mesmo assim acho um absurdo a realização desse filme. Talvez assista só pra comparar as mudanças que farão e, quem sabe, me surpreenda com um excelente filme.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Blassreiter

Estúdio: Gonzo
Gênero: Ficção científica, Ação
Total de episódios: 24
Ano de Lançamento: 2008



Há algum tempo venho mostrando em certos textos, inclusive em uma série deles, o quanto eu gosto das produções japonesas quando o assunto é animação. Acontece que após algum tempo, mais precisamente desde o começo desse ano, meu interesse foi cada vez menor na procura por novos títulos, resultando em uma produtividade 0 quando o assunto era assistir alguma série.Porém, depois de conversar com uma amiga, a mesma que me indicou o excelente Ergo Proxy, surgiu a vontade de voltar a conferir algum título. Foi aí que surgiu Blassreiter e a premissa acabou chamando minha atenção. Dessa vez me certifiquei que ela tinha assistido toda a série antes de me recomendar ( pois, acreditem ou não, apesar de me indicar Ergo Proxy ela só veio chegar ao fim cerca de um ano depois de mim, acho).
E Lá vou eu,voltando a velhos hábitos mesmo em um período repleto de provas e outras ocupações mais importantes. Não lembro com precisão perfeita, mas terminei os 24 episódios em um tempo extremamente curto, acho que cerca de 4 dias, mais ou menos.
Blassreiter se inicia com o enredo centrado na Alemanha em um determinado tempo no futuro. A população convive com a presença de uma grande ameaça após o surgimento de estranhas criaturas denominadas Demoniacs (ou Amálgamas) que causam grande destruição e mortes por onde passam.Para cuidar de casos envolvendo essas criaturas foi criada uma força especial chamada XAT. Antes se acreditava que esses Demoniacs surgiam apenas de pessoas mortas, mas com o surgimento de um caso de transformação envolvendo uma personalidade bem conhecida a situação toma proporções gigantescas e a trama se coloca em um caminho imprevisível.E como se não bastasse todos esses problemas o país ainda enfrenta a presença de um sentimento antigo muito devastador: o preconceito contra determinados grupos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Zombieland + Cloverfield

Enfim o mês de janeiro chega perto do seu fim. Do ponto de vista do blog foi um mês muito produtivo, visto que consegui o índice de mais de 50% da quantidade de textos que consegui em 2009 inteiro! Acontece que em fevereiro mais um semestre na faculdade se inicia e vou tentar ao máximo o desafio de manter a regularidade de postagens aqui. Feitas as considerações, vamos ao que interessa.
Venho hoje com uma rodada dupla! De um lado, Zombieland, aka Zumbilândia. Do outro, Cloverfield, o filme que mobilizou a internet através de virais no ano de 2008. Ambos com uma temática associada, de certo modo, ao terror, mas aplicada de modos extremamente diferentes. Gostei dos dois, mas cada um tem seu público a atingir.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Avatar


Avatar, Avatar, Avatar. Só se falou deste bendito filme no fim de 2009. Há algumas semanas fui ao cinema conferir se ele realmente era tão bom quanto dizem, me deparei com a sessão lotada. Voltei pra casa de mãos vazias. Uma semana depois consegui comprar o bendito ingresso e fui com Dan e Phanie ver do que se trata esse tal "marco no cinema". Pra falar a verdade a gente mais falou besteira do que assistiu. Tá, tá, assistimos também, afinal, as besteiras eram quase sempre pérolas relacionadas à algumas cenas do filme. Não tinha muita expectativa sobre Avatar. O que já tinha visto nos vídeos me pareceu muito clichê. Pra falar a verdade tinha uma esperança no fundo da alma (que poético) de que o filme me fizesse calar a boca e reconsiderar.Não fez, é clichê bagarai. Isso é ruim? Não, não, o filme é bom e tals, mas ano passado assisti coisas beeeem melhores *milhares de fãs incontroláveis provavelmente jogariam pedras em mim ao ler isso*

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Distrito 9

Pertubador. Revolucionário.Talvez este seja um ótimo começo de conversa quando o assunto é Distrito 9. O filme foi lançado este ano, e em meio a tantos virais e cartazes não vemos nenhum ator conhecido, a produção se passa na África do Sul e, se eu não li errado, é o primeiro roteiro deste diretor e a estréia do ator protagonista. Tinha tudo pra ser algo épico ou então um fail total. É difícil afirmar com plena convicção, pois com certeza é um filme que divide opiniões bem antagônicas, mas, se o seu gosto pra filmes for parecido com o meu, te garanto que são duas horas de uma experiência nova e assustadora sobre as relações humanas .